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24 de mar. de 2013

[Y13P04] Os hábitos comuns no Facebook


Era uma vez um estudante da Universidade de Harvard, nos EUA, que de um fora da peguete criou um aplicativo para web que fazia comparações entre duas mulheres e os usuários clicavam na mulher. Em seguida aceitou o desafio de criar uma espécie de rede inicialmente privada para Harvard, depois para demais universidades norte-americanas e, por fim, para o globo terrestre. Este aplicativo deu origem à rede social mais hype de todos os tempos: o Facebook. Fim!


Não, acima não é uma resenha tardia do livro “Bilionários Por Acaso”, e consequentemente do filme derivado “A Rede Social”. A ideia aqui é expor (e talvez até debater) as mil e duas utilidades desta ferramenta de comunicação social pelos seus usuários – eu incluso. Por quê isso? Porque criamos alguns hábitos que variam conforme o grau de uso do Facebook. Muito do que se lê hoje em dia tem realmente conteúdo e inspira os seguidores deste ou daquele usuário ou fan page. Outros acabam inserindo coisas que normalmente seriam mais úteis para uma criança no ensino fundamental do que para nós, adultos. E até hoje eu mesmo estou adaptando aquilo que coloco por lá para inspirar ou para quem é adepto de tecnologia como eu. Como não gosto de atirar pedra em ninguém, não posso bater no peito pra falar que sou 100% certinho ou santo (isso eu não sou mesmo). Às vezes posso agradar com o que escrevo por lá... em outras eu não agrado nada, e assumo mesmo que posso chatear alguém sem querer. É algo que estou corrigindo com o tempo e com a aquisição de prática. E o mais louco é que enquanto estou criando algum website ou sistema, eu volta e meia apareço para ler algo que me interessa -  o que não me torna (ainda) um dependente crônico porque tenho minha vida fora do Facebook (e janelinha de bate-papo ligada não quer dizer que eu esteja online pra todo mundo, beleza?).

Já escrevi demais sobre mim, e agora vou listar algumas coisas que leio com frequência no Facebook e eu admito que várias delas até eu já fiz antes de direcionar a 3 alvos diferentes (Tecnologia e novidades de TI, pela minha recém-formação em Análise de Sistemas; Motivação, porque eu sou um altruísta incorrigível; e Psicologia, influência direta da minha ex-psicóloga até há 2 anos atrás, Marice, o que pode me levar a prestar vestibular pra esta especialização a médio prazo) e (tentar) me controlar com o que eu posto para não parecer um chato e desocupado.
        

  • Animais: não tenho como não me compadecer de cães e cachorros, até porque tenho um cão yorkshire de 4 anos e meio. Mas o que irrita é quando vejo posts de cachorro morto, cachorro sendo arrastado por infeliz(es) por esporte, ou pessoas estressadas nível extremo que percebo que não têm estrutura emocional pra cuidar de um animal de estimação (imagine de um filho lá na frente). Estes eu não repasso nem a pau.
  • Memes de Internet: cada um usa da forma como convém. Muitos são bem inteligentes, mas alguns usam para discriminar quem tem gostos diferentes dos seus – como os funkeiros contra os roqueiros, ao ateus contra os cristãos e vice-versa, e por aí vai. Casos de memes inteligentes são os das fan pages “O Que Queremos” que satiriza nossas contradições de forma bem humorada, e a “Gina Indelicada” que resgata a loira simpática da caixinha de palitos de dente. Mesmo assim eu evito repassar esses para não ser mal interpretado.
  • Motivação: não tenho como condenar porque eu amo motivar as pessoas, só posso me dar ao trabalho de escolher a hora e quantidade certas de colocar alguma, e mesmo assim eu mesmo busco criar as minhas citações de acordo com minha experiência, ou credito quem as criou ou compartilhou para valorizar o trabalho dos criadores. Mas infelizmente alguns se apossam das criações desde que eu conheço o Facebook há quase 5 anos. Minha sorte é eu me submeter no momento a uma reciclagem em softwares de vetorização como Corel Draw e Illustrator para poder desenvolver as minhas próprias artes, sem falar na possibilidade de adquirir em breve uma mesa digitalizadora.
  • Música: ah, como nós amamos. A minha sorte é eu ter um gosto musical chato pra cacete (rock britânico e brasileiro, disco, ítalo disco, acid house...). Este é um tipo de compartilhamento que faço de modo muito moderado só quando eu acho que posso, porque muitos da minha lista curtem rádios populares. O problema é quando a pessoa começa a atirar pedras no gosto musical alheio. Exemplo: funkeiros que não curtem rock por não entenderem muitas músicas no idioma inglês, e o inverso, porque não curtem o sexismo e a ostentação exacerbados nas músicas
  • Religião: NÃO! Não compartilho mensagens de cunho religioso porque nem todos têm a mesma fé e respeito todas.
  • Futebol: não é porque sou torcedor do Santos Futebol Clube que vou zoar quem torce para Corinthians, Palmeiras, São Paulo e outros. Bom senso nesta hora é fundamental!
  • “Mimimi” e “Bipolaridade”: de todas as categorias relacionadas aqui, estas são as que mais me irritam mesmo. Todo dia leio posts do tipo “Tédio”, “Triste”, “Ninguém me ama”. Se essas pessoas soubessem que o Universo responde nossos estímulos, sejam eles quais fossem... tudo bem que somos humanos e sujeitos a intempéries, mas muitos não dão a mínima se a pessoa está triste. Alguns infelizmente até debocham da pessoa por isso. O ideal é deixar a pessoa se acalmar e ela procurar ajuda. E o caso da bipolaridade é ainda mais sério, porque se trata na verdade de um transtorno de mudanças repentinas de humor. No entanto, virou modinha entre adolescentes escrever que é bipolar pra justificar seus atos. E acham que ganham pontos escrevendo “aahh, é que eu sou bipolar, sabe...”
  • Curtir: gostou de algo que acrescentou, “joinha”. Mas nem todo mundo é obrigado a curtir tudo, se não lhe agrada. A minha sorte é escolher a dedo o que postar, sem ser idiota, mesmo que ninguém curta. E aprendi a não ficar curtindo tudo de uma pessoa só porque é bonitinha, até porque não se sabe nada da vida dela.
  • Cutucar: de jeito nenhum! Não cutuco e nem curto ser cutucado.

Tá meio longo, é verdade, mas a ideia era tentar abranger aquilo que nós fazemos no Facebook e as minhas experiências pra tentar ser mais conciso. Não mencionei o fator "adicionar amigos" porque aí vai de acordo com cada um de vocês. 

Que este post possa ser usado como um guia de conduta no Facebook que estará sendo sempre atualizado.

É isso. =)

Leandro Passos
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6 de mar. de 2013

[Y13P03] Uma Criança Com Seu Olhar

Tinha tudo pra ser uma manhã tranquila do dia 6 de Março de 2013. Tranquila, no que diz respeito a mergulhar nos trocentos cursos pós-faculdade que inventei de acumular, e criar algo de útil para a sociedade. Mas basta eu olhar a timeline do Facebook para me surpreender.

Custo a acreditar que Alexandre Magno Abrão, vulgo Chorão, frontman da Charlie Brown Jr. desde a fundação, partiu deste mundo repentinamente. É muito prematuro escrever aqui o que causou a morte dele, não posso ser leviano neste ponto. A verdade é que quando alguma área da vida não vai tão bem quanto outras, a tendência no caso de não se cuidar é o efeito dominó. Como é o caso do fim de um casamento, no caso o dele. A ex-mulher dele não tem culpa por esta situação ter chegado ao ponto que chegou.

Quando as notícias começaram a pipocar na velocidade da luz nas redes sociais, optei por abrir mão de qualquer julgamento desnecessário que gerasse revolta. Dono de uma métrica inquestionável no processo de composição das músicas com o CBJ, ele não economizou nas referências a Santos nas músicas, em especial "Tudo Que Ela Gosta de Escutar", quando mencionou o Conjunto BNH, Bairro Aparecida, onde morou ("Eu só tenho uma magrela e um 'ap' no BNH"). 

Nas épocas dos dois cursos técnicos que fiz - na CEFET Cubatão, hoje IFET, e no Senai "Antônio Souza Noschese", na Ponta da Praia - pelo menos uma música do CBJ martelava meus ouvidos constantemente. Na CEFET/IFET, "Não É Sério", e no Senai, "Não Viva Em Vão". O timbre vocal poderia não ser aquele primor, mas a presença de palco fez a diferença nos shows. 

Também foi protagonista de algumas confusões extra-palco, como a que envolveu o Marcelo Camelo, dos "Los Hermanos" na sala de desembarque do Aeroporto de Fortaleza em 2004, e o esporro público no recém regresso baixista Champignon - que voltou depois de 7 anos fora da banda. Não posso julgar ele por isso porque alguma vez na vida a gente perdeu a cabeça com alguém, incluindo este que vos escreve.

*09/04/1970 - +06/03/2013
Mesmo eu não sendo um fã(nático) pelo trabalho da banda, não posso negar que várias das músicas representam o desejo de vencer, de passar por cima de qualquer coisa para ser motivo de orgulho perante familiares, amigos e até desafetos. "Lugar ao Sol", "Não Viva em Vão", "Lutar Pelo Que é Meu", "Não Deixe o Mar Te Engolir" (esta a minha preferida deles), são algumas dessas pérolas escritas pelas mãos do Chorão. Algumas composições do Chorão ganharam covers interessantes, como a do Zeca Baleiro para "Proibida Pra Mim".


"Tudo é simples e calmo visto de cima
O mundo é grande, mas é só uma ilha"
["Uma Criança Com Seu Olhar"]

Já diziam Renato Russo e Brian May: "Os bons morrem jovens".

Vá em paz, Chorão! =/

Leandro Passos
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5 de fev. de 2013

[Y13P02] Fé cega, mente bitolada

Quando eu achava que já tinha escrito coisas que eu acharia que seriam "o artigo mais polêmico já escrito por Leandro Passos", eis que meus ouvidos sangram com alguns absurdos que não posso deixar quietos. 

Vamos lá, e já aviso que não vou puxar sardinha nem pra um lado ou outro porque levo imparcialidade ao pé da letra, coisa que muitos jornalistas não fazem!


Recentemente um certo pastor, conhecido por seus discursos explosivos e por vezes carregados de algum ressentimento, participou de um programa de entrevistas em um canal aberto popular. Eu ainda não assisti na íntegra, mas pelo pouco que vi ele tentou forçar uma postura que acha que todo mundo deveria adotar. Que somos gratos a Deus e adotamos na medida do possível os simples versos de Jesus Cristo - ame ao próximo como a você mesmo -, mesmo falhando, isso muitos de nós fazemos. Agora, não adianta forçar uma doutrina que nem todo mundo quer adotar - se fosse assim viraríamos uma nova Alemanha da II Guerra Mundial.

Engrossando o coro, sou mais um a falar pra todo mundo ler/ouvir que O BRASIL É PAÍS LAICO! E Estado Laico não tem que sofrer interferências de quaisquer organizações religiosas, sejam elas quais forem. Qual é o papel que algumas - escrevi AL-GU-MAS, não inverta o ônus, engraçadinho(a) - organizações ou quem pertence a alguma faz!? Dar suporte a quem quer abandonar as drogas, oferecer apoio a pessoas entregues à sorte... mas aí quando pessoas começam a achar que política e religião deveriam se misturar começam a perder a noção do perigo. Pra ser bem sincero, o único religioso que eu considero ter alguma relevância no campo político - e para o bem - é o Senador Magno Malta. E só. O resto quer bater de frente com a ala LGBT, que por sua vez quer fazer valer seus direitos como qualquer um de nós, mortais.

Olha, nem entro no mérito de me meter nessa eterna briga, porque não sou religioso nem GLS. Tenho gente de todas as religiões (católica, evangélica, budista, umbandista, espírita), LGBT e ateus nas minhas listas de redes sociais, bem como amigos que se encaixam nestes requisitos, e respeito a todos igualmente. Só acho que impor uma crença ou um estilo de vida é reviver épocas negras de ditaduras mundo afora. E escrevo isso por ter passado 6 anos da minha vida em igrejas entre 2002 e 2008 (e, diga-se de passagem, vi tanta gente que fazia tanta coisa errada...), só que é aquela história: em uma, qualquer religião que não fosse aquela onde estava era errada, em outra só ela "tinha a verdadeira salvação". E em todas tem as pessoas que seguem os princípios básicos e sabem ser humildes, bem como as que usam uma determinada igreja em proveito próprio, só pra obter vantagens. E, sinceramente, se não agrega nada na minha vida, não é a persuasão de fulano, beltrano ou ciclano que vai ditar minha rotina. E também não sou eu que dirá pra você dar "meia volta, volver" porque eu não agrado todo mundo.

"Mas, aaahhh, Leandro, se você não for à igreja você pode ir pro inferno, porque não vai ser salvo..."

Primeiro, quem me diz isso se esquece de que a gente recebe em dobro aquilo que a gente deseja (isso é uma Lei do Universo). E segundo, prefiro lançar mão do Perdão porque às vezes a pessoa pode não ter aquele discernimento concreto sobre Deus, e mesmo se tivesse poderia fazer mau uso dele.

Eu tenho dois pontos de vista sobre inferno: um, onde o mundo no qual eu, você, seu pai, sua tia, seu avô, seu periquito vivemos já é um inferno com tantos corações gelados e sem personalidade nas ruas - e parece até que eu já vivo o Apocalipse Zumbi, "se é que você me entende" (THUNDERBIRD, Luiz. 1990) -, e outro, que às vezes é mais citado do que o dito Paraíso. Nenhum de nós é aquele poeta que foi ao inferno e voltou, como diz uma música que ouço até hoje, pra provar que existe, se é que existe. Aliás, é tanta gente que fala ou ouve falar de inferno que me pergunto até se já passou por uma EQM pra se certificar de que existe. Prefiro mirar minhas crenças em quem nos dá o Amor. Amor esse que muitos infelizmente jogam fora como maço de cigarro na sarjeta. Se é Deus, Universo ou Buda, quem nos dá a oportunidade de Amar, não sei. Só sei que não compactuo do ódio de ninguém e ao mesmo tempo não considero santo quem vai a uma igreja e da porta pra fora começa a sacar do seu dicionário a palavra ódio, nem em quem quer forçar determinada situação para ser respeitado. Pelo jeito, ou todo mundo envolvido é vítima nesta guerra de filosofias de vida, ou se faz de vítima para ganhar simpatizantes.

"Vamos pedir piedade: 'Senhor, piedade pra essa gente careta e covarde!'"
(ARAÚJO NETO, Agenor de Miranda. 1988)

Beijos pra torcida! (GESSINGER, Humberto. 1986)

Leandro Passos
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4 de fev. de 2013

[Y13P01] Feliz Blog Novo! \o/

Passados exatos 368 dias da minha última postagem aqui, planejei quase de tudo - mudança de plataforma, layout novo, blablablá a mais... até que as coisas tomaram um rumo sem precedentes na minha vida.


Já posso explicar a razão da minha total falta de atenção a este espaço, a maior desde que eu o criei em agosto de 2010: último ano de faculdade!

Depois de tantos entraves que relacionei neste espaço até a data do post ligeiramente anterior a este, ainda superei outros que beiraram o limite do absurdo. Alguns eu escreverei nos próximos textos e outros nem valem a pena deixar o mundo inteiro saber. Mas consegui o que eu mais queria: terminar a faculdade e pensar no que quero fazer com o título de "Tecnólogo Em Análise e Desenvolvimento de Sistemas" (pretendo obter um Bacharel ou uma pós na área lá na frente).

Este é um texto para reabrir (ou tirar a poeira acumulada de 368 dias) este espaço, agora com a possibilidade de expandir para mais assuntos, separados por menus e anunciados conforme a necessidade.

Entretanto, mesmo com o layout mais "clean" do "Pensamentos Imediatos", avalio a possibilidade de colocá-lo em um processo de evolução constante. E isso implica, inclusive, em mudar a plataforma utilizada graças às limitações do Blogger. Até lá, os textos continuam a ser criados aqui no Blogger e todo o conteúdo deverá ser migrado assim que estiver tudo OK - afinal, agora estou mais livre para colocar em prática tudo aquilo que aprendi sobre criação de conteúdo.

É isso. Agora, nada de sumir de novo.

Keep a big smile! =)
Leandro Passos
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2 de fev. de 2012

[Y12P05] Entre Perdoar E Perdoar

Trilha do post: "Love Theme From Blade Runner", by Vangelis.

Este é o 100º post aqui em "Pensamentos Imediatos". Leitores comemoram \o/
E a partir de hoje indico, no topo, uma música que serve de inspiração para cada texto. Ok, vamos lá.



Em um mundo que opera mais dinamicamente do que páginas em PHP + MySQL (minha área de desenvolvimento de websites), boa parte das pessoas - ao menos, das que eu conheço - têm um vício automático de achar que "nada está bom", "nada está do jeito que eu quero", "a outra pessoa é melhor do que eu em muitos aspectos". Isso, é se julgar separado dos outros. Aliás, é o que o ego diz em silêncio sem que a pessoa que pensa assim perceba.

Em época de provas na Fatec eu lancei mão de tudo que aprendi sobre EFT's e deixei qualquer temor partir. Deixar partir os temores também significa retomar seu estado natural de inteligência e reconhecer sua própria paz interior. Deixar partir as mágoas do passado é também perdoar. Perdoar para um ser humano nunca é uma "easy task". Nunca, se você tiver 1001 razões para não perdoar e apenas 1 para perdoar. O que é mais importante: se apegar nas 1001 razões para endurecer o coração ou abraçar aquela razão que pode te libertar verdadeiramente? Não tem nada a ver com religião porque nada do que escrevo tem cunho religioso. Apenas me pergunto por quê pessoas se deixam levar por medo, por traumas, por qualquer coisa que ativa o led vermelho do semáforo em suas vidas. Resumo: deixam a carga emocional falar mais alto.

Nem todos os brasileiros são adeptos de auto-ajuda. Aliás, já fui muito criticado por partilhar posts da Byron Katie no Facebook e nem por isso parei, até porque a história de vida dela é inspiradora para muitos de nós. Se eu tive um semestre tranquilo na minha faculdade mesmo com tantas lutas foi graças a ela e a outras tantas pessoas que, se não houver a oportunidade de conhecê-las pessoalmente, pelo menos serei eternamente grato a elas.

Como ainda sou um aprendiz no quesito bem-estar, não serão poucas as vezes que serei colocado à prova. Mas enquanto houver uma busca incessante pelo meu eu interior, sempre aparecerão novas técnicas e novas oportunidades para não me deixar levar por problemas e tocar a vida com alegria.

Que venha semestre novo...


Paz, Amor e Sorrisos! :)
Leandro Passos - Facebook / Google+ / Twitter / Tumblr / GetGlue

23 de jan. de 2012

[Y12P04] Conteúdo Online: vantagem ou empecilho?

Janeiro de 2012 nem terminou e já pode ser considerado o mês mais tenso dos últimos 12 anos... ou não.

Tudo porque o Congresso Norte-americano tentou votar 2 leis que serviriam como uma caça às bruxas - neste caso, quem disponibiliza conteúdo ilegal na Internet. Citei no post anterior o SOPA e o PIPA, 2 projetos que poderiam também mexer profundamente com a liberdade de expressão na Internet, embora a alegação seria a de barrar conteúdo ilegal. O mais triste é que poderíamos ser vigiados até se colocarmos conteúdo legal. O presidente Barack Obama fez o favor de vetar essas leis do jeito que estavam, e espero que haja bom senso da parte de quem desenvolveu leis como estas, não pra eliminar de vez os projetos, mas para elaborar alternativas para divulgarem filmes e artistas sem prejuízo algum para eles.

Recentemente o Megaupload - servidor de arquivos online mais famoso do mundo - foi fechado com a alegação de violar direitos autorais e disponibilizar filmes, e seus criadores presos. Digo com todas as letras: não é assim que a pirataria vai acabar, porque poderão surgir outros 50 servidores iguais ao MU no mundo, sem falar outras formas de distribuição que os poderosos alegam serem ilegais. Definitivamente, existem coisas mais importantes a serem discutidas do que pegar quem coloca, por exemplo, qualquer suposto teaser do último filme da Saga Crepúsculo, que ainda nem foi lançado.

Não sou defensor da pirataria porque muitos precisam da sua parte no envolvimento na produção de um disco, ou de um filme, ou de um software. O problema está no quanto que a gente paga por isso - especialmente no Brasil, onde 60% do valor de um DVD compõe-se de impostos. CD nem se fala porque nem todo mundo pode pagar R$ 26,00 no último disco do Michel "Ai Se Eu Te Pego" Teló, por isso recorrem ao download por várias vias. Que tal se quem lida com cinema ou música pudesse explorar outras alternativas? Um exemplo clássico é o da banda Radiohead, que lançou inicialmente o álbum "In Rainbows" em 2007 no site deles, e cujo valor cobrado por faixa seria o quanto o consumidor - eventualmente fã da banda - quisesse pagar. No final o álbum digital foi um sucesso e o CD, lançado no mesmo ano, atingiu o topo das paradas, a despeito das antigas profecias que diziam que a banda teria um baite prejuízo - vendeu bem mais que o álbum anterior do grupo na época, "Hail To The Thief", o último do contrato que eles tinham com uma grande gravadora.

E um dos defensores da venda digital - e legal - de músicas era o saudoso Steve Jobs (1956-2011). Visionário como ele era, viu no iTunes mais que um player de música: se tornou uma plataforma para o download legal de músicas - tanto que até Roberto Carlos disponibilizou seus mais de 40 discos no iTunes quando este foi lançado no Brasil no final do ano passado, ele está lucrando com isso e seus fãs ficam com a consciência limpa. Um último exemplo que posso descrever aqui é o Netflix, um dos principais facilitadores de conteúdo legal na Internet. Por uma taxa mensal (aqui no Brasil, R$ 15,00), o usuário pode assistir a quantos filmes der na telha, e o valor é repassado para os responsáveis pelas produções. Há outros sites do gênero, tão populares e tão legais quanto o Netflix, sem que haja dor de cabeça para quem distribui, nem pra quem assiste.

São exemplos de como é possível sim o download legal de músicas e filmes, com boa vontade e excelentes idéias. Basta que os executivos não permaneçam agindo como homens das cavernas e se abram para novas possibilidades - até porque mais interessa o conteúdo do que a caixinha de um CD ou DVD. E, uma sugestão: boas músicas há séculos fora de catálogo bem que poderiam ter seu espaço legalmente, né? Não é porque brasileiro ouve mais Michel Teló, Paula Fernandes e Calypso que não tenho opções de buscar por Earth Wind & Fire, Led Zeppelin, Talking Heads e Duran Duran (sou suspeito pra falar destas duas últimas bandas).

Ah! E bora baixar o preço dos CD's, porque culpar quem faz download ilegal é fácil, né? Até os artistas serão gratos a todos nós. =)


Paz, Amor e Sorrisos! :)
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18 de jan. de 2012

[Y12P03] Polêmica no BBB12, S.O.P.A. e Gente Intrometida

Vou resumir em razoáveis linhas o porque destes 3 assuntos tão irritantes no titulo acima.


1) Big Brother Brasil é sempre sinônimo de comentários e não podemos fugir disto. Mas ninguém esperava pela maior polêmica já levantada no programa: o suposto estupro após a primeira balada do programa. Todo mundo que assistiu Pay-Per-View se assustou com o que viu entre os membros Daniel e Monique e se apressou em julgar o modelo. Já adianto que não defendo esse cara porque antes da cena ele já falava demais, mas porque ele tinha aquela vontade de afogar o ganso, acabou fazendo errado - e agora tá sendo acusado de estupro, já que dizem que ela estava dormindo, imóvel, no ato. A própria Monique se desencontrou às vezes em palavras, até confirmar a um delegado que nada aconteceu. De todo jeito o coitado foi sumariamente sacado do programa, sem volta, mesmo que a inocência dele seja provada. Mas isso só demonstra claramente que brasileiro julga primeiro pra perguntar depois que for tarde demais. É como se alguém fosse condenado à pena de morte nos Estados Unidos por suposto assassinato e depois da execução acaba sendo provada a inocência dele, enquanto o verdadeiro acusado estava tomando um Don Perignon numa hora daquelas.

2) Hoje, 18/01/2012, é dia de manifestações na internet contra um projeto no Congressso Norte-Americano que pode, segundo analistas, cercear a liberdade na Internet como um todo. O Stop On-line Piracy Act (Parem a pirataria online, ou carinhosamente SOPA) prevê responsabilidade e bloqueio a diversos portais que, segundo quem defende esta lei, divulgam conteúdo protegido por lei - incluindo Wikipedia, Facebook e Google. Mal sabem eles que, assim como as produtoras e gravadoras, eles acham que estarão a reverter os prejuízos causados pela pirataria, quando na verdade podem é ter mais prejuízos do que antes, e milhares de projetos de startups seriam inviáveis com esta lei. Vocês acham que se os teasers da Saga Crepúsculo, de Harry Potter, e celebridades surgidas na web não tivessem sido vazados, essas empresas lucrariam com o sucesso que tiveram? Até a White House (Casa Branca) já avisou que, do jeito que a SOPA está, será sumariamente vetada pelo "owner" Barack Obama.

Juro que este terceiro tópico era um assunto proibido aqui, mas depois do vídeo que eu vi, não poderia deixar de desabafar.
3) Assunto nacional: recebi ontem de uma colega de Fatec um vídeo de um vlogger que divulgou o que pode ser o prenúncio de um golpe no poder executivo: um deputado federal do Estado de Goiás (nem vale a pena divulgar o nome, ou será que devo?), pertencente à bancada evangélica, quer por meio da PEC 99/2011 que as igrejas tenham poderes equivalentes aos de um chefe de estado para alterar e até limar conquistas de brasileiros, incluindo a própria liberdade religiosa. Resumindo: querem é se intrometer na liberdade do brasileiro, interferindo na crença religiosa, proibindo pesquisas com células-tronco, vetando qualquer projeto a favor do aborto até se a mulher foi estuprada ou seu bebê tem anencefalia ou correm (ela, ou o bebê, ou ambos) corre risco de vida (e eles mesmos dizem defender a vida!). Definitivamente, assim como o cara que postou o vídeo, acho este projeto nojento porque eles querem nos sufocar com suas ideologias (já comentei em posts anteriores sobre como eles tratavam quem não fosse do grupinho deles), só se esquecem que até as denominações evangélicas brigam entre si - aquele yada-yada de "minha religião é a mais correta e a sua está condenada" e afins. Logo eles que tanto se julgam perseguidos pela sociedade... e sempre carregados de ódio. Já falei e vou repetir: DEUS NÃO É ÓDIO! DEUS É AMOR! E Deus nunca vai concordar com a conduta deles de segregação/separação religiosa.

Enfim, 3 assuntos em 1 post. Preferia ser ateu, mas sou apenas um cristão sem religião que acredita que o Amor é a resposta para todos os problemas. E Amor também envolve respeito, tolerância, e, porque não, amizade? Vão deixar suas ideologias (ou melhor, seus EGOS) te dizerem que você é superior a todos os outros? Só digo uma coisa: se vocês emanarem ódio, respondo com Amor, que foi o que Jesus Cristo me ensinou. Ah! Nos horários livres hoje comentarei sobre o SOPA nas redes, e a polêmica no BBB já é assunto passado aqui no blog.


Paz, Amor e Sorrisos! :)
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11 de jan. de 2012

[Y12P02] Big Brother Brasil: Ame-o ou Odeie-o (Mas respeite quem gosta ou não!)

Imagem: Rede Globo



Está aberta a temporada de intrigas, romances, puxadas de tapete e algum romance deste corrente ano, e também a de uma espécie de disputa paralela fora da casa e cujo prêmio R$ 0,00 (bem, poderia premiar com R$ 2,65, o suficiente para uma passagem de ônibus aqui em Santos).

A décima-segunda edição do Big Brother Brasil (BBB) começou oficialmente hoje, 10/01/2012, e com ela dois tipos de legiões populares: a dos que amam de paixão (porque querem ver a galera tomando aqueles porres num sábado de festa na casa) e a dos que odeiam com todas as forças (porque sempre associam à baixaria, sexo, português incorreto de alguns, falsidade e etc.). Fica difícil saber quem ganha e quem perde odiando quem gosta ou quem não gosta deste tipo de entretenimento. Mas, vamos a uma análise breve, fácil de você(s) entender(em).

Toda pessoa que tem o vício de assistir o BBB gosta de xeretar pela TV (ou por pay-per-view pra quem quer assistir por mais tempo) a vida de 16 participantes que não têm medo de pagar cada mico para ganhar seus 15 minutos de fama e alguns milhões de reais no final. É nítido o interesse de muitas pessoas pelo programa. Mas, também, quem nunca quis xeretar a vida do seu vizinho, do seu colega de faculdade? Como toda ação tem uma reação, eis que aparece a categoria dos "BBB Haters", que fala pra Deus e o mundo e também nas redes sociais que "BBB é um lixo, não agrega nada à sociedade e só denigre a imagem do brasileiro". Só se esquecem que o BBB é um formato importado de uma produtora com sede em Amsterdan, na Holanda - logo, não é exatamente coisa nossa.

E é justamente nisso que vem a falta de tolerância, tanto de quem gosta, como de quem não gosta. Vou fazer um pequeno comparativo entre quem gosta ou não de BBB, e como se comportam nas redes.

BBB LOVERS:

  • Têm desde as primeiras horas do programa o seu participante favorito, dadas as características que melhor lhes convém;
  • Dá uma audiência monstro;
  • A maioria é tolerante com quem não curte, mesmo tendo vontade de dar aquele "Hadouken" naquele que critica. Mas tem os que consideram quem os critica como alienados e acéfalos.

    BBB HATERS
  • Acham que é entretenimento para desviar atenção do brasileiro para diversos assuntos úteis para a sociedade;
  • Alguns reclamam de falta de conteúdo de qualidade na TV brasileira (neste caso, existem coisas piores do que BBB no ar);
  • Ameaçam dar unfollow no Twitter ou exclusão no Facebook quem postar algo relacionado ao programa - aí já considero um ato de criança mimada que não concordo mesmo!
  • Alguns se acham superiores "porque fazem tal faculdade, pertencem a tal classe, se sentem superiores por não assistir ao BBB e se acham no direito de odiar quem curte".

    Existem comparações mais apuradas que a minha, mas uma coisa é certa: odiar quem gosta ou deixa de gostar de BBB (ou gostar ou não) não vai mudar minha vida, e muito menos o programa em si. Assisto sim (embora não com tanta frequência), não posso ser hipócrita. Mas às vezes alguns extremistas passam dos limites do bom senso ao fazer ameacinhas nas redes. Quem não gosta, que não use o Twitter pra irritar quem gosta, e vice-versa. Uma frase que postei hoje no Twitter e no Facebook ganhou uns bons RT's porque faz muito sentido:

    "Um fato: ninguém fica mais culto retuitando Clarice Lispector, nem mais burro assistindo Big Brother. Vamos ser + tolerantes com diferenças?"

    Enfim, não vale a pena falar que quem tem outras coisas a fazer é mais inteligente do que quem assiste BBB todo verão. Até porque pessoas de classes A e B podem estar sintonzadas no BBB mesmo nos PPV's, e isso não é pecado. Só não pode pagar de pseudo-cult porque lê um livro, fica na base do RT em cada frase de Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu ou Paulo Coelho, faz curso superior em uma faculdade de nome (talvez só nome), ou compartilha dos mesmos pensamentos de apresentador d'O Aprendiz. Pode acabar é com o filme queimado, como um dia me queimei com estas idéias passadas. E hoje prefiro a arte saudável de conversar sobre o programa a quem se interesse. =)

    Paz, Amor e Sorrisos! :)
    Leandro Passos - Facebook / Google+ / Twitter / Tumblr / GetGlue
  • 4 de jan. de 2012

    [Y12P01] O Vulcão dos Cyber-Intolerantes

    Depois de comer e tomar todas no Reveillón, cá estou eu no "temido" ano de 2012. E mais que rapidinho voltamos àquela rotina doída de se ver. O "Pensamentos" está em processo de troca de layout para um próprio, desenvolvido por este que vos escreve. Até lá, fica este, mais leve pra carregar.

    Rotina essa que ganhou ares sombrios: cheguei à conclusão (muitos também chegaram à mesma conclusão, só que antes de mim) de que parte insatisfeita da Geração Y anda se aproveitando de ferramentas como o Twitter para disseminar a intolerância. Sabem, aquela falta do que fazer por parte de uns, que não estudam, não trabalham, e de repente é pai ou mãe que paga as contas? Pois bem: usam o Twitter para querer ditar suas ideologias e incitar o ódio a quem tem uma cultura diferente das suas. E nem vou mencionar a intolerância religiosa porque agora é um assunto proibido aqui.



    Um exemplo: uma grande parcela de adolescentes idolatra Luan "Meteoro" Santana, Michel "Ai Se Eu Te Pego" Teló, Restart, e etc. Não entrarei na parte da idolatria porque cada um é cada um e tenho que respeitar, mesmo não sendo chegado no som deles e tendo um outro gosto musical. Aí, mostro dois lados da mesma moeda: os fãs que xingam quem não curte o som deles, e os "haters" que gostam de adicionar querosene à briga. Que que eles ganham com tanto ódio no coração? Cada jovem tem a sua época, e estes cantoures entraram na época deles, deixa eles curtirem, oras. E recentemente um adolescente, resolveu cuspir fogo em quem curte esses cantores via Twitter. Só porque ele nem passou no teste do Ídolos não significa que ele saia falando mal de todo mundo, né? O filme dele já está sendo queimado por si só, com o que ele fala. E não adianta vir me responder que ele tem razão porque o ódio nunca tem razão, ok? Pare, pense, reflita se vale a pena carregar um sentimento desenvolvido por tão pouco.

    Ódio que também foi despertado em quem se sentiu indignado com o caso do cão da raça Yorkshire no interior do Estado de Goiás. Admito que fiquei chocado com o vídeo, ainda mais que tenho um cão da mesma raça, um companheirão. E depois de um tempo implorei pro pessoal parar de repassar estes links do vídeo e o do suposto perfil dela no Twitter, porque não levaria a lugar algum (claro, depois falei que bloquearia quem insistisse nisso). Ela cometeu um crime? Cometeu. Mas não justifica esse ódio desenfreado, já que ela já vai pagar em vida nem que seja com remorso. 

    Poderia citar outras formas de vulcões de Cyber-Intolerantes, mas fica para futuros posts, até porque a ideia é enxugar ao máximo meus posts (escrevo demais e acabo por ficar chato também). Deixo aqui uma questão pra refletir.

    - Existe uma razão convincente para tanta intolerância no Brasil, principalmente estando atrás de um computador? Há uma justificativa justa pra isso? 

    Cada um com seus gostos e pronto!

    Paz, Amor e Sorrisos! :) (E preferencialmente sem ódio)
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    31 de dez. de 2011

    [Y11P39] Babies, We Are Fireworks =)

    Enfim, chegou o dia do derradeiro post aqui neste espaço...
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    ...por este ano!


    Hahaha! Acho que Sheldon Cooper daria uma notícia assim melhor do que eu. =P

    Cheguei a escrever um resumo de 2011 na minha página no Facebook, mas achei melhor lançar mão da minha liberdade de escrever aqui.

    Porque 2011 foi um ano, deveras, de divisores de águas e de viradas espetaculares de mesa ao meu favor. Diria que num semestre eu estive no inferno e no outro eu fui teletransportado ao céu. Num semestre eu lidava somente com DP's na Fatec e iniciava um improvável estágio, e no outro fechei sem DP nenhuma, em alta comigo mesmo e resistente no mesmo estágio (acumulando elogios de alunos e funcionários da Casa da Esperança). Voltando à minha faculdade, fiz valer meus direitos como aluno e pessoa - e ganhei, porque me transferir à noite por lá foi uma tortura, e superar a desconfiança do pessoal foi apenas um passo. Projeto Daileonware vai bem, obrigado (o site ganhará um leve tapa no visual em janeiro). E ainda tive que lidar com uma pressão nunca antes sentida em minha vida, virando rato de faculdade neste semestre e ainda prestando o mesmo trabalho decente que sempre prestei, além do estágio como instrutor de informática. Apesar de algumas decepções, ganhei muito mais do que perdi. Graças a algumas técnicas de libertação emocional (EFT's), trocas de experiências com pessoas de Portugal (Allan Souza, Angela Vieira, Antônio Cordeiro, entre outros) e algumas trocas de postura, consegui o equilíbrio pessoal que eu buscava há tempos.

    Faltam poucas horas para 2012 e já começo a pensar em estágio novo (meu atual vai bem, mas quero expandir-me), Trabalho de Conclusão de Curso, cursos de verão... mas agora arrumarei um tempo decente para este espaço, a ser reformulado novamente (quanto mais leve para os olhos dos leitores, melhor, e com novidades). Só não conto mais planos pra 2012, para não colocar tudo a perder.

    Agradeço aos leitores do blog (poucos no momento, mas fiéis) por serem pacientes comigo por mais este ano. E quem lê o que escrevo, tenha a liberdade de dar sugestões para melhorar este espaço, sem esculhambar. =)



    Que 2012 seja estupendo para todos nós. E, aos alarmistas do dia 21/12, lhes recomendo uma terapia... cheia de louça suja pra lavar.

    Paz, Amor e Sorrisos! :)
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    26 de dez. de 2011

    [Y11P38] As faxinas de uma vida

    Outro ano bate a porta, querendo entrar nas nossas vidas. É bem clichê uma frase como esta. Mas se você neste momento tem em mente aquele pensamento arcaico de que "todo ano é igual", é porque você neste mesmo momento optou por se acomodar e não se esforçar pra ver as coisas diferentes.



    Ahan! É isto mesmo que você aí leu.

    Porque me dá náuseas ouvir que as coisas não mudam (Hardy Har Har adoraria ouvir isto). Não mudam porque não se esforça pra tal. Esta é a verdade.

    Isto tudo coloquei em mente quando decidi que seria o ano de virar a mesa e me reencontrar. E, adivinha: eu consegui! Isto inclui me reencontrar como aluno de faculdade de Análise de Sistemas,   =)

    Claro que não tenciono escrever um livro de auto-ajuda porque alguns brasileiros não têm tolerância a este tipo de publicação. Só quis dizer que não ajuda em nada tanto pessimismo.

    Nunca na minha vida quebrei tantas barreiras por uma simples mudança de posturas, incluindo a de nunca me deixar ser passado pra trás - nem por família, (pseudo)amigos... ninguém. Só não dá pra resumir quais delas porque já está tudo documentado neste espaço ao longo do ano. Alíás, espaço este que sofrerá uma metamorfose rumo à maturidade nas primeiras semanas de 2012, porque como sou leitor voraz de publicações diversas - entre livros, jornais e blogs -, decidi por inserir 3 vertentes diferentes no mesmo espaço: bem-estar (influência direta de técnicas que aprendi no último semestre deste ano), cultura (literatura, música, cinema e etc.), e um lado escritor de contos que redescobri este ano. Só não vou colocar tecnologia porque já tenho o Daileonware pra isso, que entrará em obras também - nada complexo, apenas um tapa pra deixar mais leve e correção de alguns bugs.

    E, a exemplo de outros blogs que leio - Primeira à Esquerda, Tecnoblog, Byte Que Eu Gosto e outros - pretendo colocar semanalmente um apanhado de links legais, independente de onde eu ler antes, e partilharei aqui.

    Pra este ano ainda tenho que partilhar aqui 2 vídeos e 1 texto de Ano-Novo. Logo, agradeço por eu ter algo pra me ocupar e pessoas que leem o que escrevo. =)


    Paz, Amor e Sorrisos! :)
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    21 de dez. de 2011

    [Y11P37] 2011 de bengalinhas

    Confesso: tá difícil saber o que foi up e o que foi down durante todo o ano, não só aqui em "PI&OC" como na minha vida. Mas também tenho liberdade pra escrever aquilo que por definição o Facebook e o Twitter limita, no que diz respeito à quantidade de caracteres pra digitar qualquer cosia que viesse em mente.

    Ainda não fiz um balanço detalhado do ano, mas já posso concluir que fui do céu ao inferno e depois voltei ao céu (tá parecendo o tema de um disco do Meat Loaf, de 1993). Entrei em um programa próprio de regime que deu certo sem ficar apelando pra dicas de terceiros, encarei um semestre exclusivamente de DP's na primeira metade do ano, iniciei estágio (aliás, ainda estou fazendo) como Instrutor de Informática, paralelamente aos meus projetos atuais - como versão nova do site da Daileonware, que ganhará novo upgrade, mais discreto, no verão -, vi pessoas importantes tomarem um novo rumo (caso da minha psicóloga, que foi pra São Bernardo do Campo, mas ainda nos comunicamos por rede social e e-mail), um segundo semestre sem tempo até pra respirar após minha turbulenta transferência para o turno noturno na Fatec e minha posterior redenção (sim, sem DP's novas =))... e um punhado de posts digitados por uma mente enfurecida por tanta coisa ocorrida, inclusive algumas decepções. Mas, no final só saí ganhando. E ganhei por ter em mente a necessidade de perdoar, coisa que muito "ser humano" ainda não aprendeu. Logo, digo de boca cheia que 2011 foi o ano em que eu mais amadureci como pessoa.

    Abrir mão de algumas coisas para ganhar outras melhores. Fiz muito isso neste ano corrente. Abri mão de grande parte da minha vida pessoal pra me colocar nos eixos na minha faculdade, abri mão de um grupo de pessoas pra me entender com outras, abri mão de ter que ajudar minha mãe com o curso supletivo dela (mas no final ela se deu bem, também), de ter que atender aos caprichos dos meus irmãos para não me sentir engessado como pessoa... só não foi mais dolorido do que abrir mão de uma mulher que me inspirou em um dos posts recentes, porque percebi que não havia futuro. Mas foi desejando tudo de melhor a ela que evolui e resgatei minha auto-confiança.

    Não me estenderei aqui porque ainda tem a segunda parte. Depois de um post sobre o natal, que será o próximo.


    Paz, Amor e Sorrisos! :)
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    6 de dez. de 2011

    [Y11P36] Ale: O guerreiro blogueiro

    Sabem quando uma pessoa sabe tocar fundo nas pessoas de forma que dificilmente poderia encontrar inimigos no caminho? Vou tentar simplificar a história deste sujeito-homem que não se abalou diante do maior desafio de sua vida.

    O crítico de TV Ale Rocha era o tipo de cara que soube, como raros, lidar com o mundo do entretenimento sem esculachar. É bem verdade que meu parco tempo não me permitia ler tudo que ele têm escrito, mas ele escrevia sobre televisão de tal forma que não havia como desqualificá-lo. Afinal, ele era um apaixonado por entretenimento e tinha "envergadura moral" para exteriorizar o que ele assistia em uma tela retangular chamada "televisão". Ok, chega de falar tão somente do trabalho dele, porque o que vem por aí é um exemplo clássico de como lidar com adversidades sem perder a linha e nem a vontade de viver.

    Em 2005, Ale foi diagnosticado com hipertensão pulmonar, doença rara que o daria no máximo mais 3 anos de vida - especialmente se ele não se submetesse a um transplante de pulmão. Durante todo este tempo, de 2005 até aqui, precisou se afastar do trabalho - chegou a trabalhar na filial brasileira do canal fechado ESPN, em São Paulo. Por sugestão de um amigo, resolveu criar um blog chamado Poltrona. O foco deste blog Poltrona era também a televisão.

    A partir daí, com o blog, a sua carreira só decolou. Foi muito corajoso ao levar a vida pós-diagnóstico sem abrir mão de qualidades, como bondade e caráter - qualidades essas que fazem uma diferença absurda no estilo de vida de um ser humano. Aliás, deve ter aprendido isso ao mesmo tempo que aprendia as primeiras letras do alfabeto assistindo Vila Sésamo, excelente referência em educação ever. Como seria bom se houvesses programas assim, ao invés de futilidades...

    Disse que seu tempo se sobrevida era de 3 anos, não é? Conseguiu mais 3, tempo suficiente para ser destaque em veículos de comunicação importantes do Brasil. Uma das mais recentes participações na TV foi no programa "Hoje Em Dia", da Rede Record, onde colocava pra fora, de maneira sutil e sem ofender ninguém, mas sempre com educação, tudo que ele pensava sobre a programação televisiva no Brasil - algo que outros deixaram de fazer há muito tempo. Teve tempo também de aprender muito sobre televisão com profissionais da área e tinha uma sede de conhecimento feroz. Muitos profissionais sentiram um enorme prazer de trabalhar com ele.

    Neste ano ele conseguiu sair da fila do transplante e no último dia 29/11/2011 estava indo para a tão aguardada cirurgia. Sua última mensagem no twitter @alerocha mencionava uma personagem de novela: "Hoje é dia de rock, bebê!". Mal sabia - e nós mal sabíamos também - que seria o último tweet da vida dele. Hoje, 06/12/2011, quem o acompanhava tomou um choque: ele partiu, deixando uma legião de blogueiros orfãos de suas sutis linhas escritas. Fica o exemplo de um guerreiro que poderia lamentar sua doença, mas encarou-a de frente como poucos. Que esposa, filho, familiares, amigos, blogueiros, twitteiros e etc's, possamos nos confortar, e confortar uns aos outros, porque posturas como a dele, só poucos e bons sabem ter.

    Descanse em paz, hombre! =)


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    Desta vez não tem picture do Gyodai...

    [Y11P35] O que é errado, ficou certo... ou não.

    Acho que este será o post mais furioso que já escrevi. O que eu tenho lido, visto, e ouvido na Terra Brasilis, é digno de, ou de pena, ou de revolta.

    Isto tudo porque cheguei à uma conclusão de que, para algumas pessoas, impor respeito significou também abrir a temporada de inquisição moral neste país.

    O que o tio Lê/Léo quis dizer com isso?



    Parece que o ego de uma pessoa só será amaciado depois que fizer o diabo pra tentar convencer as pessoas de que sua opinião é certa, e os outros que estão errados - mesmo que a opinião desta pessoa seja equivocada e prejudicial ao próximo. Sabem como que eu chamo isto? Falta de auto-estima, oras! Isso pra não falar em falta de sexo.

    E não é só isso: se uma pessoa não alcança seu objetivo, passa a perseguir quem não o "apoiou", como uma espécie de vingança - a Teresa Cristina (não lembra novela mexicana?) da novela das 21hs que o diga, né?

    Pois bem: para detalhar a fundo o que penso a partir do título acima, olhem só o absurdo que li hoje. Em uma matéria de 2007, mas que hoje, 06/12/2011, ganhou uma repercussão inesperada, um deputado do PT do Estado do Acre criou um projeto (graças a Deus arquivado) de auxílio financeiro às mulheres vítimas de estupro para que elas não abortem em caso de gravidez. Opa opa opa! Segundo ele, da bancada evangélica, a ideia é proteger a vida. Segundo este que vos escreve, é só um pretexto para impor uma opinião em detrimento do valor à vida porque uma gestação assim acarreta riscos à mãe e ao feto, e vem gente chamando quem realiza estes atos de assassino(a)? Ah, por favor! É mais um daqueles projetos de lei que não têm pé, nem cabeça, e só servem para avacalhar o brasileiro - uma matéria assim, sobre excesso de leis foi publicada na mesma revista que publicou na capa uma opinião forçada sobre a usina de Belo Monte, desqualificando quem apresenta soluções menos imapctantes para a geração de energia no Brasil.

    Isso tudo que escrevi é pouco, perto do que presencio. Me preocupa o fato de muita gente sem argumento, embasamento ou coisa que o valha para defender um tema, querer ditar as regras de maneira totalmente forçada. Não sabem ou não reconhecem que não dá pra agradar a gregos, troianos e espartanos ao mesmo tempo quando expõe tudo aquilo que pensa. No post passado eu escrevi sobre a imposição de uma denominação específica, um exemplo clássico de como não engolir goela abaixo aquilo que as pessoas me falavam. Hoje, além do que li na internet, usarei mais alguns exemplos de ausência de bom senso por parte das pessoas - e até alguns errinhos meus, porque não sou perfeito e também não preciso ser 100% certo ou errado.

    Um caso clássico é quando você escreve em redes sociais - principalmente Facebook e Twitter - e que pode ser usado por algum desocupado entediado contra você. Se você escreve sobre Paz, Amor e Sorrisos você será julgado; se você desabafa sobre a vida e espera que alguém te ofereça um ombro virtual,  acabará encontrando alguém que quer mais é que você se dane - e ainda justifica que é inocente e o outro se faz de coitadinho; você tem um grupo de colegas de faculdade na internet, e pede material de XPTO disciplina, te mandam se virar, mas comentam sobre festas. Porra! Nem sei mais o que esses indivíduos querem senão procurar brechinhas para reduzir uma pessoa a pó, pra se sentirem superiores. E eu mesmo já botei algumas pessoas pra correr com meus argumentos, mas penso: pra quê discutir com crianções? Hoje em dia meu exemplo é: quem quiser me ouvir que me ouça, e quem não quiser também não será condenado, desde que não use o que eu disse contra mim para seu bel-prazer.

    Imagino quando essas pessoas resolvem se meter com política - aí vira um rebu intencional. Já veio à luz o projeto da Bolsa-Estupro (graças a Deus, arquivado). Que vem mais? Bolsa-Prada? Ser pego no bafômetro por tomar Coca-Cola Zero com limão? Radares para multar pais cujos filhos andam de triciclos motorizados no parque? Enfim: além de o Brasil ser o país do "jeitinho", é também o país onde a opinião de uma pessoa parece valer mais que a opinião de outras 185 milhões contra.

    Aff! Espero não ter que fazer uma parte 2 ou 3 deste post. Não quero ter que fazer cosplay de Gyodai...


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    Ah! Pra quem não conhece o Gyodai que citei, ou nem se lembra de seriados japoneses...

    19 de nov. de 2011

    [Y11P34] Uma nação que suja uma nação

    Aprender sobre o UCEM abriu-me os olhos porque mostra que Deus nos criou com base em Amor e Ensino. E o que temos que ensinar uns aos outros é o Amor. Como ser humano, e homem, não tenho vergonha de tratar as coisas com Amor, mesmo que às vezes a vontade que tenho (ou tinha) é dar uma de Gyodai e soltar alguns raios em quem encontrar pela frente.



    Até chegar a este nível - tomar atitudes mais coerentes com minha idade biológica, 33 - entrei em cada furada que você nem imagina. Vou ser mais específico neste post sobre um grupo de pessoas que extrapola o limite do bom senso, sem denegrir - afinal, estou aqui pra compartilhar Amor, e Amor também requer Perdoar.

    Por 2 anos estive em uma conhecida igreja pentecostal, cujos escândalos eram notoriamente divulgados em tudo o quanto é mídia (nem vou entrar nestes detalhes porque não é problema meu e também não é o escopo deste texto). O que eu ouvia do grupo de jovens do qual fazia parte na primeira metade da primeira década deste século era "Deus fez isso, Deus fez aquilo, Deus restaurou minha vida", por aí vai. O grande erro era eu acreditar que Ele só estaria naquele lugar - sabe como alguns membros de igrejas se comportam, né, "nós somos os certos e os outros que vão pro inferno se não se integrarem à "X" denominação". Achava que poderia conquistar a paz entre minha família estando lá. Só que com o tempo - e, pasmem, porque eu quis na época - passar de casa em casa pra convidar essas pessoas. Depois de um tempo e algumas situações nada agradáveis eu comecei a questionar 2 vezes: a atitude de algumas pessoas quanto ao comportamento de quem não vai à tal igreja, ou vai, mas julgam pessoa como "não-convertida", e as minhas próprias atitudes porque periodicamente passava um ou outro domingo fora de casa desde a manhã até comecinho da noite, e não aproveitava minha vida, nem minha família... ainda era pouco perto de uma série de fofoquinhas envolvendo minha pessoa e a de uma moça que tinha praticamente minha idade, já que ficamos próximos como amigos e inventaram que estivéssemos tendo algum envolvimento - idéia precipitada que foi aceita pelos jovens sem que nós dois fôssemos ouvidos, e piorou depois que fomos escalados para ir a um mesmo bairro periodicamente. Sabem a que conclusão que cheguei? Se eles soubessem o verdadeiro caminho a Deus, nem perderiam tanto tempo observando os passos alheios aegando "proteção". E como eu era praticamente uma ilha dentro de um grupo, não enxergava mais motivos para continuar infeliz daquele jeito. Cansei de lutar contra a maré e me desliguei da denominação em 2004 porque também cansei de ver gente deturpando a Bíblia em benefício próprio e ditando meu comportamento.

    Aí, meus queridos, é que as coisas começaram a fluir em minha vida. Mas o preço que tive que pagar foi um período de 5 semanas de campainha de casa tocando semanalmente e o mesmo grupo com a mesma questão: "Porque você saiu de lá? Saiu magoado?" Caramba, Brasil! Quer dizer que eles tinham também amnésia? Porque eram os mesmos que apontavam o dedo para mim! Tratei de ser direto e rasteiro explicando o meu desligamento, não estava com paciência para mais Yada-Yada! Acredito até hoje que quando conversamos com Deus - não da forma como muitos erroneamente buscam, mas cada um buscando a sua forma de conversar com Ele -, um novo caminho é traçado visando tão somente a nossa felicidade.

    Passados 7 anos, alguns cursos técnicos, a adoção da minha profissão de técnico e desenvolvedor, e uma faculdade em andamento depois, não me arrependo nem um pouco da decisão que tomei, porque a minha vida começou fora daquele ambiente onde poucos agiam corretamente, mas outros... tsc tsc tsc... com o tempo fui apagando qualquer ressentimento que cheguei a ter com relação àquele lugar e àquelas pessoas. Não evito mais trocar uma ou outra palavra, mas qualquer tentativa de convite será eduacamente recusada porque meu ciclo por lá acabou em 2004. Estava tendo alguns dos piores anos da minha vida e não queria mais passar por aquilo. É fácil culpar o "diabo", "Lúcifer", "Satanás" ou qualquer nome que eles adotem por qualquer coisa que acontece com as pessoas, mas... e suas vidas? Por isso que ser exemplo é fundamental, e espero que eles possam parar pra pensar e serem mais coerentes, com palavras e atitudes.

    Quero deixar claro que não estou generalizando os neo-pentecostais, cada um tem a sua forma de pensar. Apenas algumas pessoas passam dos seus limites e acabam perdendo mais do que ganhando. Tudo que desejo a eles no momento é Amor e Sabedoria, porque eles precisam - e de muita. E Perdão... eles já têm o meu, porque não quero guardar nada. Apenas desabafei porque não desejo nem ao meu pior inimigo o que eu passei. Mesmo porque o UCEM me ensinou muito mais sobre isso em 4 meses do que os 2 anos que passei ali.

    Paz, Amor e Sorrisos! :)
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    Ah! Pra quem não conhece o Gyodai que citei, ou nem se lembra de seriados japoneses...

    9 de nov. de 2011

    [Y11P33] Lidar com a solidão

    Andei faminto nos últimos dias por inspiração para escrever neste espaço graças à uma rotina pesada, só sustentada por palavras de auto-incentivo (sou eu que me amo, né!?) e cerca de 1/2 litro diário de café, com tendência a aumentar a cota. E eis que do nada, antes de me dirigir ao trabalho (não tão do nada porque um anjo do sexo feminino me inspirou a escrever), apareceu um tema que, se eu explorei aqui, foi em uma época longínqua da época do Brasil feudal (pleonasmo feelings).



    É difícil detalhar as diversas formas existentes de solidão no Sistema Solar, já que existe uma para cada pessoa, em cada época, em cada lugar. Mas começo com a forma generalizada e solidão encontrada nos dicionários: É se sentir só, como se fosse a última criatura viva da Terra.

    Já tive épocas em que eu - olha a que ponto que eu cheguei - reclamava por companhia, quase que apelando para plaquinhas do tipo "free hugs*" somente para não me sentir o último dos homens - numa época em que nem imaginava a existência do movimento através do Youtube, muito menos a existência do mesmo. Por mais que eu tivesse a companhia dos meus pais e dos meus irmãos sempre teimava em reclamar de solidão. Demorei anos e anos para reconhecer que eu era carente - quanto mais as pessoas estendiam a mão, mais necessitado de gente eu era. Não que eu não quisesse mais estar rodeado de gente, mas sim de gente verdadeira. Aí veio o Séc. XXI e a visão de que muitas pessoas, por mais rodeadas que estivessem, se sentiam sós. Isto tudo sem falar em um corre-corre diário, especialmente se você mora em uma cidade densamente povoada de gente sem tempo para um bom dia, um como vai... Não falo aqui de arrumar um par cada vez que a carência bate, porque aí é pedir pra tomar toco.

    Mas falo de amar a si mesmo(a).

    E amar a si mesmo é se colocar em 1º lugar para depois ser valorizado por alguém. Claro que você não pode empinar o nariz e sair falando pra todo mundo: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo", aí já beira a arrogância. Mas é colocar em pauta as suas qualidades e questionar atos e fatos que te deixam em estado inerte. É redescobrir o seu valor no mundo. É tirar um peso enorme nas costas ao deixar de culpar a fulano e beltrano se você se sente on your own.

    E se você se encontra em uma rede social (ou várias, como no meu caso), pode equilibrar tanto a sua vida virtual como a pessoal, sem prejuízo algum. O segredo: reclamar menos e sorrir mais. =)

    Não vale a pena se martirizar porque se sente só. Seja você mesmo(a) a sua própria companhia e sorria! =)

    Obrigado, Danie Baptistela, por me inspirar a escrever este post. ;)

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    Obs.: *abraços grátis

    30 de out. de 2011

    [Y11P32] Provas, Excesso de projetos de faculdade e São Paulo

    1 mês depois... here I am.

    O conta-giros do post anterior ainda está algo, mas agora está cerca de 500 RPM's menor que o do P31. tudo porque o período de provas já passou e agora só preciso me organizar e me disciplinar para op restante do semestre. Sabem, quando alguém quer muito concluir uma faculdade? Este sou eu. Mas agora não posso pensar em conjunto com a motherfucking ansiedade. Só o que quis fazer é buscar pelo meu próprio equilíbrio e meu Estado Natural - um dia explico com calma o que significa Estado Natural. Sinto que, mesmo que apareçam dificuldades durante o que vem pela frente, posso passar em todas as disciplinas do semestre sem DP alguma - algo imprescindível para quem quer tranquilidade.

    Quanto a projetos, assumi praticamente sozinho um que era pra ser em trio, mas um some e outro viaja o Brasil a trabalho, o que dificulta pacas tudo. Este último, graças a Deus ainda se interessa pelo projeto de Eng de Software-II, mas com dificuldades. Outro que me demandará um trabalho daqueles é um sistema de serviços de uma Pet Shop - são dois, eu e um colega de turma que até o fim do ano está preso a uma cadeira de rodas graças a um acidente, gente boa. Outros 2 querem entrar, mas têm que ralar muito - sim, sou exigente com quem trabalha comigo, herança de Steve Jobs. Bem, nem me alongarei neste segundo assunto por hora, é assunto pra outros posts.

    Neste fim de semana matei as saudades da minha segunda casa.

    O Tatuapé, em São Paulo - capital.

    Pisar naquele bairro sempre me anima - não apenas porque tenho parentes por lá, mas por este local ter crescido vertiginosamente de 15 anos para cá. Tenho um carinho enorme por aquela região, e se eu for trabalhar como Analista de Sistemas em São Paulo, a primeira opção é o Tatuapé, seguida de São Caetano do Sul, no ABC. Claro que não fiquei restrito ao TTP: o tour incluiu Sta Ifigênia, 25 de Março, Mercado Municipal, Pq. D. Pedro II, Anhangabaú, Pça da Sé, Pátio Colégio (onde São Paulo começou)... ufa! E à noite curti a "noite paulistana" num restaurante na R. Cantagalo =) Só deixei alguns assuntos pendentes, mas como vem feriadão a caminho, posso tirar este atraso =)

    Chega de escrever por hora. Meus dedos começam a ficar atrofiados, hehehe.


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    30 de set. de 2011

    [Y11P31] Conta-giros altíssimo

    Qualquer semelhança entre minha vida presente e este instrumento abaixo não é mera coincidência!



    O ritmo acelerado de vida de uma pessoa que não está acostumada a ficar 16 horas/dia fora de casa (escrevo isto aproveitando o intervalo do estágio) pode trazer, em alguns casos, alguns inconvenientes. Recentemente comecei a sentir os efeitos do quadrinômio DP's + Webdesign + estágio + faculdade na minha coluna, onde há 26 anos atrás sofri um acidente que por pouco não me deixa com sequelas maiores - naquele ano eu empinava uma pipa improvisada com uma folha de caderno e morava em um morro aqui em Santos. não vi o fim da laje e caí de uma altura de 3 metros. Ok, parece pouco, mas pra quem tinha 7 anos aquilo doeu pacas. 

    Pra me formar e trabalhar tão somente com Análise e Desenvolvimento de Sistemas no futuro eu tenho pago um preço altíssimo, seja por fatos descritos em posts anteriores, seja com relação à minha saúde. Foi aí que comecei a sentir saudades das minhas caminhadas, suspensas toda vez que o céu fechava num sábado em que eu tanto queria andar sem rumo e conhecer gente nova - mulheres, principalmente. Mal posso esperar para retomar esta minha atividade...

    De quase 1 mês pra cá me concentrei nas provas iminentes na Fatec e meio que deixei este espaço empoeirar. E cá estou eu faxinando este espaço e dando uma cara nova - até porque precisava mudar o layout para algo mais limpo. E, de acordo com tudo o que tenho aprendido nos últimos tempos, sempre pensar em Paz, por mais que certas situações surjam para me inquietar. Nasci para ser feliz e a única pessoa que poderá me sabotar sou eu mesmo. Já diz uma frase famosa: não posso exigir o amor de ninguém, mas posso dar boas razões para que gostem de mim. Retomarei os exercícios de Taping - que aprendi com os vídeos da Angela Vieira no Youtube - e me interessar meu bem estar, assim como quero ajudar as pessoas a serem livres.

    É isso. Não abandonarei este lar, apenas estou a dosar meus posts aqui.

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    5 de set. de 2011

    [Y11P30] Feitos Inteligentes

    As coisas começam a ficar tão interessantes que penso em abrir um novo blog só para escrever minhas novas experiências com tudo que descobri nos últimos tempos. Mas, por hora, tenho este a cuidar.

    Recentemente fui à São Paulo com dois colegas de Fatec pra conhecer a rotina de uma empresa de locação de equipamentos para eventos com cobertura nacional. É uma cidade da qual tenho uma espécie de paixão estranha, já que pode ser meu próximo destino fixo assim que finalizar a faculdade. E que visito ao menos 3 ou 4 vezes ao ano já que tenho primos que moram no bairro do Tatuapé. Olho para cada pessoa ao redor e sinto que muitas têm aquela clássica preocupação acerca de pensamentos como, "preciso pagar minhas contas", "preciso buscar meu filho na escola", "preciso lutar pela minha promoção no meu emprego"...

    Preocupações estas que as tiram do momento presente e as levam a níveis de ansiedade altíssimos.

    Com o tempo analisei meu momento atual e pensei: será que consigo tocar o coração das pessoas e mostrar que estas só precisam descobrir a inteligência e a felicidade que já existem nelas mesmas?

    A resposta: basta que elas queiram!

    Parque da Aclimação, São Paulo. Próximo à uma empresa visitada recentemente para projeto de faculdade.
    Fui direto porque não podemos evitar assumir responsabilidades na vida. A diferença está em como encaramos estas responsabilidades. Estou a aprender com o tempo a como ser mais leve com as minhas responsabilidades como desenvolvedor web e de sistemas, professor de Informática Básica e estudante universitário de Analise de Sistemas. Hoje reconheço que já me sinto abundante e inteligente, coisa que não reconhecia até a pouco tempo. Tudo isto depois de uma longa jornada interna que começou nas últimas férias da faculdade e não tem dia nem hora pra terminar. Nada a ver com dogmas, mesmo porque eu sou livre eu não me sinto preso a nenhum. Se tenho muito o que aprender ainda? Sim! Eu, como você, somos feitos de Inteligência e Amor e podemos escolher entre nos agarrar ao sofrimento passado ou viver livres para a vida.

    E espero em breve poder auxiliar as pessoas a se livrar de traumas passados. Quando? Quando eu trabalhar estes e outros assuntos em mim e buscar certificações para trabalhar com as técnicas que tenho aprendido. Até lá, continuarei a relatar o que sinto aqui, que já não é mais um espaço para reclamar mas, sim, um espaço para abraçar cada causa em prol de pessoas que amo, mesmo as que nem conheço.

    Paz, Amor e Sorrisos! ;)
    Leandro Passos --> Facebook/Twitter/Google+

    21 de ago. de 2011

    [Y11P29] A Difícil Arte De Deixar Partir

    Nas últimas 5 semanas, entre a segunda metade das minhas últimas férias e a 4ª semana do 4º Semestre da minha faculdade de Análise de Sistemas, vivo uma fase de mudanças das quais o meu agora ferido ego se recusa de forma teimosa e inconsequente a aceitar. Entre me libertar de memórias e pessoas tenho vivido uma fase conflitante sem precedentes. Conflitantes porque sempre que lanço minhas próprias decisões de buscar mudar para a melhor a minha qualidade de vida, vem sempre aquela pulguinha que chamamos de subconsciente pra dizer o contrário.

    Às vezes ainda tenho sentimentos conflitantes que necessitam ser liberados, até porque quando há um elemento que não curte meu corpo, resolve invadir minmha mente. A isto denominei "Eletro-Piolho". Existem outras definições, mas não vem ao caso comentar aqui. A verdade é que quando lanço mão de elementos de bem-estar - EFT, Sedona, Silva e outros - a idéia é simplesmente estar bem comigo mesmo independente de situações externas. Estas técnicas funcionam mesmo, mas enquanto eu não largar alguns vícios que funcionam como cordas de aço que me amarram, não consigo ser pleno. É um grande desafio, mas também verei uma recompensa grande: minha vida de volta.
    Um outro exercício que às vezes tenho dificuldade é o de gratidão pelo que já tenho. Mas prefiro agradecer pelo que já tenho, não reclamando do que não tenho, porque isso atrai mais falta - é o clichê "semelhante atrai semelhante". A dificuldade sempre vem pela minha resistência ao sucesso, o que já está mais do que comprovado e é uma situação do tipo "quero sempre controlar". E é nesta minha experiência que usarei meu espaço como testemunho do que quero manifestar em minha vida, dizendo adeus às experiências amargas e vivendo o presente.

    Depois que fiz uma revisão profunda no livro "O Segredo", pessoas começaram a aparecer em minha vida para acrescentar. Uma delas é a coacher portuguesa Ângela Vieira, cujos vídeos sobre EFT me indicaram o início de uma estrada para recuperar minha auto-estima - sou eternamente grato a ela pela inspiração. Depois vieram os criadores da EFT, os criadores do Método Sedona, ensinamentos de Abraham-Hicks, Eckhart Toole, Byron Katie, Alina Frank... penso: porque raios ainda não percebi que já sou pleno desde sempre?

    Simplesmente porque ainda preciso deixar partir as memórias associadas a traumas.

    Uma vez a Ângela disse que nos preocupamos tanto com memórias passadas e tensões sobre o futuro tal como o processador em um computador sempre funciona com tudo que é programa desnecessário. Quando fechamos tais programas, parece que o computador fica mais leve para exercer suas funções. É assim com as emoções passadas de sofrimento. Se dar adeus à estas emoções significa viver em paz e alegria, então quero nesta hora dizer adeus a tantas coisas que me entristeceram.

    Se meus ex-psicólogos lerem isto talvez ficarão chateados, mas em 5 semanas descobri formas de bem-estar que têm feito um efeito maior do que uma somatória total de 9 anos em salas onde nem sempre encontrava uma resposta para tudo. E, quero aproveitar ao máximo tudo que tem aparecido em mnha vida recentemente para virar, no futuro, um defensor do bem-estar das pessoas, sem fórmulas complicadas, desejando que elas se libertem de mágoas, tal como quero me libertar.

    Olhar para a frente: é tudo que almejo como um bom rapaz na casa dos 30.

    Paz, Amor e Sorrisos! :)
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