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19 de jan. de 2011

[Y11P04] Gloria takes my Self Control...

No dia que me imortalizei há 10 anos no DVD do Iron Maiden no Rock In Rio de 2001 (19/01/2011), me deparo com a seguinte cena, descrita nas próximas linhas.

Em 1982, numa época em que a MTV já começava a virar referência em divulgação de músicas, haviam diiversos programas do gênero "videoclip" no Brasil, como o Super Special na Band(eirantes), o Som Pop na Cultura, mais tarde o Clip Trip na Gazeta e o Clip Clip na Globo. Em vários deles havia um vídeo cuja música não sai do meu subconsciente até hoje, e quase toda semana era exaustivamente executado nas TV's e ainda hoje é tocada em rádios especializadas em boa música e flashbacks. Este vídeo, era o de Gloria, da Laura Branigan.

Os recursos para a produção de videoclipes na época não eram lá muito pomposos - a não ser que você seja o Michael Jackson e esteja em vias de lançar seu álbum mais popular, o Thriller - mas a presença do(a) intérprete pode fazer toda a diferença. No caso de Gloria, o cenário era o seguinte: um ambiente em tons pastéis, 3 daquelas bolas platinadas comuns em discotecas (sim, a música tinha forte influência da disco) e uma deslumbrante Laura Branigan num modelito preto, bem mais comportado que os que a Gretchen usava na mesma época desta música. Para os dias de hoje pode soar obsoleto, mas para a época era um luuuuuuuuuuxooo (valeu pelo bordão, Atahyde Patreze, onde quer que você esteja). E quem diria que eu, um curumim sem noção na época, já tinha minhas fantasias com ela, hehehe.

Pra muitos, aqui no Brasil, Gloria foi one hit wonder (tirando Self Control, cover de uma banda de Ítalo Disco, também ouvi muito), mas cravou o nome Laura Branigan na lista musical de quem soube ouvir muita boa música, por mais comercial que fosse. Ainda hoje Gloria toca em muitas festas com temática anos 80, o que eterniza Laura no imaginário masculino (inclusive o meu, hehe).

E hoje eu imagino Laura Branigan se apresentando num programa do lendário Ed Sullivan no paraíso - ela partiu daqui em 2004 - ou até mesmo num programa do grande Abelardo "Chacrinha" Barbosa. Bem como ainda assisito os vídeos de Self Control e Gloria, e não consigo tirar a alegre Laura do clip desta da minha mente...

Obs.: enquanto escrevia este post toquei Gloria pelo menos umas 7 vezes... 8P

That's all folks! See Ya Later!
Leandro [8D]

11 de jan. de 2011

[Y11P03] - Pérolas Cinematográficas dos Anos 80 - 4ª Parte

Após quase 2 meses, era hora de retomar esta saga interessante.
Ok. Sem + delongas...

Admiradora Secreta (SECRET ADMIRER - 1987)
O que acontece quando um rapaz recebe uma carta anônima com tantos lisonjeios referentes a ele? Primeira coisa que vem à cabeça: pode vir da garota com a qual ele está de olho. Enfim, Deborah Ann (Kelly Preston) é a garota dos sonhos do jovem Michael (C. Thomas Howell), melhor amigo homem de Toni (Lori Laughlin). Acontece que a tal carta pára em diversas mãos, ocasionando confusões em série, até que a verdadeira admiradora de Michael aparece. Se tem uma comédia bacana dos anos 80 para assistir, é esta. 5 estrelas! 8)


Top Gun - Ases Indomáveis (TOP GUN, 1986)
Este filmaço retrata a saga de Pete "Maverick" (Tom Cruise), que após a desistência de um colega depois um treinamento simulado é escalado com o parceiro Goose para um período de 5 semanas na academia Top Gun, considerada elite das Forças Armadas Americanas. O que era pra ser apenas uma espécie de campeonato pelo título de Ás Indomável (cujo grande rival neste sentido era Iceman, vivido por Brad Pitt), ganhou ares de romance com a chegada de Charlotte (Kelly McGillis), num barzinho, despertando a curiosidade de Maverick que, literalmente, "desafinou" "You've Lost that Lovin' Feelin'" para ela, numa das cenas memoráveis do filme. Mal sabia ele que Charlotte viria a ser a instrutora da turma dele e de Goose e Iceman em Top Gun. E dá-lhe jogiuinhos entre Mav e Charlie (como era também chamada), até não poderem mais esconder o que sentiam um pelo outro. As coisas só não foram tão perfeitas por conta de problemas no jato guiado por Mav e Goose, o que ocasionou a morte do segundo e um sentimento forte de culpa, chegando a largar temporariamente o treinamento. E descobre que a culpa pela morte do pai, também piloto naval, não era dele, e sim de problemas no jato. Resultado: recuperou gradativamente o mojo pela profissão - restante do filme censurado para não tirar de você a vontade de assistir. E cada vez que vejo a Kelly McGillis neste filme, sinto a vontade de voltar à 1986 por causa dela lol!

Mais filmes em breve. Até mais! 8)

10 de nov. de 2010

[#018] Pérolas Cinematográficas dos Anos 80 - 3ª Parte

Depois de um atraso considerável (dêem desconto porque trabalho e sou universitário, né?), retorno à saga dos filmes juvenis dos anos 80.

Sem mais delongas, mais dois filmes de uma época inesquecível.

Grease - Nos Tempos Da Brilhantina (Grease, 1978)
Na verdade este filme foi produzido em 1977, estreou nos cinemas em 1978, mas permanece no imaginário dos brasileiros que viveram intensamente os anos 80. Dirigido por Randall Kleiser (que trabalharia em A Lagoa Azul mais tarde), era ambientado na segunda metade dos anos 50 e tinha como pano de fundo o romance entre Danny Zuko (John Travolta) e Sandy Olsen (Olivia Newton-John), as aventuras dos T-Birds e das Pink Ladies no colegial e muita música. Destaques que não podem passar em branco: a cara de pau do Danny depois de reencontrar Sandy (que voltaria à Austrália no começo da película mas permaneceu em Los Angeles para estudar), por causa do grupo dele, os T-Birds (arrependido, só restou a ele lutar do seu jeito por Sandy); o evento musical televisionado e a rivalidade dos T-Birds com os Scorpions, que originaria uma aposta decisiva para a reputação de Danny. Até hoje busco quem tenha o filme dublado pela Herrrrbert Rrrricherrrssssss (com este sotaque mesmo, como a gente cansava de assistir), mas me contento com a edição dupla em DVD com extras que conservo com carinho.

Namorada De Aluguel (Can't Buy Me Love, 1987)
Bastou Cindy (Amanda Peterson) avariar o casaco da sua mãe durante uma festa para se colocar num beco sem saída. O nerd Ronald (Patrick Dempsey), que queria ser popular viu aí uma oportunidade de ouro: ofereceu o mesmo valor do casaco (US$ 1.000,00) para que Cindy fosse sua "namorada" por um mês. Mas ambos descobririam que têm coisas em comum. A farsa não duraria muito depois de concluído o plano depois que ela perdeu o namorado verdadeiro e revelou tudo durante uma festa, deixando Ronald em maus lençóis. Só não conto o final do filme por ética e porque tem uma galerinha a ser apresentada àquela geração.

No próximo post sobre cinema nos anos 80, mais dois filmes assinados por John Hughes (no primeiro já havia falado de Clube Dos Cinco e Mulher Nota 1000).

Até a próxima! 8) 

7 de nov. de 2010

Day Hit 07/11/2010: A-Ha, "You Are The One"

Sem comentários. Enjoy It!
Tributo a esta banda pelos 27 anos de excelentes serviços prestados à boa música :)


Beijão n'alma e até mais! :)
Leandro Passos

25 de out. de 2010

[#016] Pérolas Cinematográficas dos Anos 80 - 2ª Parte

Como prometido prosseguirei com a série sobre o cinema adolescente dos anos 80, que ainda dá de 80 a 0 em muita coisa que assisti.

Nos próximos posts selecionarei alguns filmes daquela época. Já adianto que vários deles têm a assinatura do mestre John Hughes.

Mulher Nota 1000 (Weird Science, 1984)
Tá ainda pra nascer um filme que realizará a fantasia de muito jovem que sonha com a mulher "perfeita": criar em um computador (no caso, um Mac daquela época) uma mulher perfeita.
Os pais de Wyatt viajaram para conhecer o noivo de sua irmã e seu colega de ginásio e melhor amigo Gary foi passar um tempo fazendo companhia (eieiei, inocência dos anos 80, pessoal!). Após assistirem o filme sobre a criação de Frankstein, Gary pensou na hipótese de criar "a" mulher, mesmo que inicialmente a contragosto de Wyatt. E tome revista masculina e de ciência (sim, eles pensaram na inteligência dela) no scanner e programa de vetorização no coitado do Mac do Wyatt, e ainda uma boneca pique Barbie e até vodu. Só nao contavam que uma sobrecarga durante uma tempestade que causaria também um "pequeno" caos em Shermer, Illinois, daria o toque final na criação da mulher dos sonhos deles. E, ao sair por aquela porta estourada, com aquele feixe de luz vermelho com gelo seco, eis que sai a maior criação da vida deles: Lisa. Aí eles começam a se sentir os reis da cocada preta. Nem tudo sai às mil maravilhas por conta do irmão sacana do Wyatt e das próprias confusões causadas por conta da "criatura", sem falar que eles no fundo só queriam chamar a atenção das colegas de escola.

Contar todo o enredo do filme seria inibir a vontade de alguém de assisti-lo. Altametnte recomendável!


Clube Dos Cinco (The Breakfast Club, 1985)
Um sábado inteiro de castigo em um colégio: era tudo o que estes cinco jovens não queriam depois de aprontar das suas durante a semana. Como tarefinha para as entediantes 8 horas e 54 minutos que se seguiriam, teriam que escrever uma redação de 1000 palavras sobre o que pensam de suas vidas. Apesar de estranhamente se "conhecerem" pelas suas diferenças, algumas nem sempre toleradas, eles aos poucos se revelam de maneira surpreendente, criando uma espécie de laço que resulta em uma redação surpreendente entregue ao carrasco diretor.

Mais um filme que vocês podem assistir sem medo! :)

Por hoje é só! Logo logo tem mais filmes comentados.

Beijão n'alma d'oceis e até mais!
Leandro Passos 

19 de out. de 2010

[#014] Pérolas Cinematográficas dos Anos 80 - 1ª Parte

Notinha de início de textoNão vou pagar de Rubens Ewald Filho aqui porque ele tem um conhecimento cinematográfico infinitas vezes melhor do que o meu. 


Agora sim, vamos ao que interessa, hehehe 8)


Duas palavrinhas pra começar: John Hughes!


Este mito do cinema dos anos 80, falecido há pouco mais de um ano, para mim é a maior referência de uma época em que a gente não precisava ver tanta gente forçando a barra pra fazer filme com temática adolescente. Claro que a gente perdeu a conta de quantas vezes assistimos clássicos como "A Lagoa Azul", "Grease: Nos Tempos Da Brilhantina" e "Os Embalos De Sábado à Noite" e por aí vai, mas todos os filmes de Hughes que assisti têm um charme ímpar e sempre foram garantia de sucesso. 


Naquela época pipocaram tantas produções que volta e meia ainda passam da Sessão Da Tarde ou em algum canal fechado, e quem tem aquele tempo livre pra assistir na Globo ou tem canais de filmes em seu pacote de TV por Assinatura pode curtir sem ser chamado de ridículo pela galerinha mais nova que acha que a saga Crepúsculo é a melhor (nada contra quem curte, nem tô depreciando a série, já deixo claro) mas deve isso a tanta coisa que foi produzida á 20, 25, 30 anos atrás e ainda tem seus fãs fiéis. Nem tantos filmes que assisti nos anos 80 foram aquela maravilha, mas são muito melhores do que tanta coisinha sendo produzida pela gana de arrecadar muito mais do que a quantia gasta pra produção, estúdio e outras tantas coisas mais. Aí me perguntam: "Leandro, falou tanto de cinema anos 80 neste parágrafo, não começou o texto falando do John Hughes"? 


Sem dúvida ele explorou bem as angústias e os anseios dos adolescentes daquela época em seus filmes, seja como escritor, roteirista ou mesmo diretor. Foi um daqueles diretores que, se escrevesse filme de adoelscentes hoje em dia (se estivesse vivo), mas sob a ótica do adolescente do Século XXI, obteria êxito sem sombra de dúvidas. E Hughes, pelo menos pra mim, é a maior referência em se tratando de cinema anos 80. 


Não sei em quantas partes dividi este assunto, mas em cada uma delas vou tratar sobre diversos filmes de uma época da qual tive muito orgulho de ter passado, mesmo que muitos bem mais novos do que eu os chamem de toscos. Aliás, é aí que tá a graça: o tosco às vezes de tão ruim é bom. E em cada uma delas vou comentar sobre alguns filmes que assisti, assisto ainda hoje e assistirei até quando Deus me permitir. Eu até começaria com 1 ou 2 filmes hoje, mas a manutenção aqui no Blogger me pegou de surpresa, mas se é para a melhoria do serviço, ok. 


Então, querido leitor e/ou seguidor, prepare a pipoca porque em breve colocarei tudo o que eu curti naquela época. Daí eu também sugiro assistir alguns, independente do meu gosto, ou de gostar deste estilo de cinema, ou de terem ou não a assinatura de John Hughes.


Um beijão n'alma d'oceis e até o próximo post! 8)
Leandro Passos