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11 de jan. de 2011

[Y11P03] - Pérolas Cinematográficas dos Anos 80 - 4ª Parte

Após quase 2 meses, era hora de retomar esta saga interessante.
Ok. Sem + delongas...

Admiradora Secreta (SECRET ADMIRER - 1987)
O que acontece quando um rapaz recebe uma carta anônima com tantos lisonjeios referentes a ele? Primeira coisa que vem à cabeça: pode vir da garota com a qual ele está de olho. Enfim, Deborah Ann (Kelly Preston) é a garota dos sonhos do jovem Michael (C. Thomas Howell), melhor amigo homem de Toni (Lori Laughlin). Acontece que a tal carta pára em diversas mãos, ocasionando confusões em série, até que a verdadeira admiradora de Michael aparece. Se tem uma comédia bacana dos anos 80 para assistir, é esta. 5 estrelas! 8)


Top Gun - Ases Indomáveis (TOP GUN, 1986)
Este filmaço retrata a saga de Pete "Maverick" (Tom Cruise), que após a desistência de um colega depois um treinamento simulado é escalado com o parceiro Goose para um período de 5 semanas na academia Top Gun, considerada elite das Forças Armadas Americanas. O que era pra ser apenas uma espécie de campeonato pelo título de Ás Indomável (cujo grande rival neste sentido era Iceman, vivido por Brad Pitt), ganhou ares de romance com a chegada de Charlotte (Kelly McGillis), num barzinho, despertando a curiosidade de Maverick que, literalmente, "desafinou" "You've Lost that Lovin' Feelin'" para ela, numa das cenas memoráveis do filme. Mal sabia ele que Charlotte viria a ser a instrutora da turma dele e de Goose e Iceman em Top Gun. E dá-lhe jogiuinhos entre Mav e Charlie (como era também chamada), até não poderem mais esconder o que sentiam um pelo outro. As coisas só não foram tão perfeitas por conta de problemas no jato guiado por Mav e Goose, o que ocasionou a morte do segundo e um sentimento forte de culpa, chegando a largar temporariamente o treinamento. E descobre que a culpa pela morte do pai, também piloto naval, não era dele, e sim de problemas no jato. Resultado: recuperou gradativamente o mojo pela profissão - restante do filme censurado para não tirar de você a vontade de assistir. E cada vez que vejo a Kelly McGillis neste filme, sinto a vontade de voltar à 1986 por causa dela lol!

Mais filmes em breve. Até mais! 8)

9 de jan. de 2011

[Y11P02] - Quando nossos ouvidos não eram penico...

Alguém já teve aquela sensação de que, a cada ano vivido por nós, surgem novas modinhas à medida que teclamos o botão seek dos nossos sintonizadores de FM (ou aquele de girar no caso dos analógicos)?

Desnecessário dizer que estamos em 2011 e estamos vivendo a modinha dos coloridos e dos sertanejos universitários (eieiei, nada de falar mal dessas bandas coloridas e cantores sertanejos universitários, eles nem têm culpa no cartório). Em cada um dos anos anteriores a este veio uma moda. E moda, como bem já sabemos, é passageira (mas às vezes causa um estrago daqueles nos adolescentes).

Cada uma das épocas vividas por mim teve, a título de amostra, um gênero que pipocou muito nas FM's do Oiapoque ao Arroio Chuí. Época da Italo Disco (até versão em português de Vamos A La Playa foi massificada), época do Sertanejo (tipo Chitaoziinho E Xororó), época do pop rock de meados dos anos 80 (fortemente influenciada pela Italo Disco, pelo menos na minha opinião, discordem quando e se quiserem), época do Pagode, época do Tchan, época do Morango, época do... época do... bem, cada ano é uma época. O que me intriga é essa necessidade/vontade de os executivos de gravadoras encherem o rabo de dinheiro para promoverem "músicos" que parecem que foram extraídos de sei-lá-onde e dizer: "quero que vocês gravem um disco, mas tem que ser do nosso jeito". Aí esses jovens ganham um banho de loja, compram aquelas revisitinhas tipo "Aprenda A Tocar Cavaquinho Em 5 Horas" e pensam que são músicos. E claro que serão, mas estudar música não custa nada, né? Mas não: alguns músicos trabalham como se fosse em um escritório de vendas, têm que atingir uma determinada meta pra sua carreira não derreter. Posso estar errado, mas é o que penso.

Aí o que se sucede é um dial infinitamente cheio de canções apelativas, sem conteúdo nem nexo, mas que é considerado sucesso, porque as rádios também ganham com isso para sobreviver (jabá). Admiito: não curto sertanejo universitário, não curto bandas coloridas, não curto pagode, não curto trance... porque não encontro conteúdo algum! A minha infância pode não ter sido grande coisa, do ponto de visita afetivo, mas foi rica em conteúdo musical. RPM era modinha para a época, mas os membros já exibiam profissionalismo musical, daí a vendagem astronôimica de Rádio Pirata Ao Vivo. E só não foram muito longe porque a musicalidade do grupo batia de frente com os interesses dos executivos musicais, mesmo o Quatro Coiotes vendendo o equivalente à certificação Disco de Platina hoje. E, pior que a proliferação de hits vazios, é a meninada se arranhando pra assistir a algum show desses "artistas", tatuando o nome dos membros em locais excusos e prot(agonizando) quebra-paus na internet que preocupam e preocupam os pais desses kids. E se alguém falar mal dessas bandas, será crucificado (xingado muito) no twiitter, porque os fãs são intolerantes. 

Ah, como sinto falta da época que ouvia (e só ouço por conta da minha coleção infinita de canções no meu PC) canções de qualidade. Ainda hoje ouço muito The Police, Djavan, The Killers... tudo gente que dá valor ao que faz em estúdio e ao vivo. Daqui do Brasil, um dos poucos músicos que aprendi a ouvir nos últimos 6 anos foi Jay Vaquer. É um dos pouquíssimos músicos que sabem bem o valor de cada composição e seguem mesmo sem o respaldo de uma grande gravadora (questão de princípios). Tenho que admitir que sou mesmo um dinossauro quanto ao meu gosto musical, mas conteúdo é tudo, oras! Não quero ouvir tal banda ou tal cantor(a) porque toca massivamente nas FM's ou porque alguiém quer que eu ouça. Se eu não gostar, não gosto e pronto! Só não vou magoar a quem ouve porque não tem o menor cabimento - respeito também é bom!

Enquanto isso, vou ouvindo o que gosto: Big Country, Peter Gabriel, Phil Collins, Michael Jackson, Toto, Scandal, Sade, ABBA (sim, ouço ABBA)... como tenho mais de 6000 músicas, não dá pra colocar tudo que curto aqui...

Também aceito sugestões de gente bacana pra ouvir, hehe...

Beijão n'alma e até a próxima!
Leandro Passos

5 de jan. de 2011

[Y11P01] - O que você faria? Aonde iria chegar?

11/01/2001: vem aí a 11ª edição do Big Brother Brasil (ou BBB para os preguiçosos). Não é à toa que o 1º post do ano tem o trecho de um som do RPM que é a abertura do programa desde a 1ª edição.

Confesso que nuinca fui exatamente aquele fã de relity shows, tendo em vista que muitos que participam só ficam um tempo, dois tempos e depois seus 15 minutos de fama acabam logo (salvo exceções como Grazi Massafera, da 5ª edição, que soube percorrer a estrada certa pro sucesso). Ficar cerca de 90, 100 dias confinado em uma mansão para ganhar R$ 1,5 milhão é só pra quem realmente merece ganhar o prêmio. Mas sabe quando brasileiro se comove com qualquer coisa (e, sim, sou brasileiro)? Pois bem, toda edição tem o playboy, a gostosa, o trabalhador, o encrequeiro, a barraqueira, coitados (sim, todo santo RS tem alguém que vai falar que teve vida difícil), gente que não precisa desse dinheiro todo...

Mas as minhas críticas a realities param aqui - não é o propósito deste blog!

A diversão que existe nele está em justamente a gente analisar a frieza dos confinados para chegar à final. Às vezes a gente sorri, às vezes a gente fica puto e quer tal confinado fora da casa no paredão... mas não deixa de ser um programa, mesmo que seja um programa de índio.

Entretanto não torcerei por ninguém nesta edição, nem a favor e nem contra, somente por questão de princípios. Quem ganhar, parabéns, mereceu! E a vida segue seu rumo normal. Se eu tiver que criticar postura de participante, será imparcial - vale pra todos - e será no twitter, mas nada de torcer contra.

Enfim, oremos por uma edição decente...

Até breve, pessoal! :)