"Nas favelas, no Senado... sujeira pra todo lado. Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação." - Renato Russo.
A cada 4 anos muitos de nós, brasileiros, somos "obrigados" a realizar um ritual cujo resultado é uma bifurcação ardilosa: ou a gente leva nossa nação para frente, ou a gente "froid" tudo de uma vez.
Escolher quem representará nossos Estados e nossa nação virou para muitos um uni-duni-tê, onde parece que se vota em quem é boa pinta, ou é popular, ou é indicado pelo "próximo antecessor". Ou ainda, em quem chama mais a atenção. Caso de um comediante que se atreveu a se candidatar a Deputado Estadual pelo meu Estado (São Paulo) e está tirando a maior onda das funções de um Deputado Federal. Cara, o Brasil tem dezenas de milhões de pessoas que possuem pouca ou até nenhuma instrução e, logo, são presas fáceis de pessoas que prometem, sei lá, fundos, mundos e absurdos para subir ao poder.
Mesmo com o que descrevi no parágrafo anterior eu não condeno a candidatura desse sujeito, até porque o Brasil está de saco cheio de tanta sacanagem envolvendo políticos e assim abre-se espaço pra pessoas de esferas artísticas. A intenção delas é até boa, mas nem sempre podem ser a melhor opção. Como diz um professor de Administração na faculdade onde estudo, existem "pessoas e pessoas". Aí, vai de você saber quem é o melhor para seu Estado ou nação. Só não vale escolher errado pra daqui a 4 anos reclamar de quem você votou.
Até o presente momento não fiz e nem tampouco farei referência a algum partido político. Eu fiz uma escolha baseada no que descrevi acima e não me arrependo. Sou uma daquelas poucas pessoas que, por mais sujeira que a gente encontre na política brasileira, ainda se interessa pelo assunto. O fato de eu não ser filiado a partido algum me dá liberdade de escolher quem eu bem entender sem ter receio de intimidações. Sei o que é melhor pro Brasil. Mas somos quase 185 milhões de brasileiros, sendo 150 milhões de eleitores (eu acho). Quem a gente vai eleger para o Palácio do Planalto, ou para a Câmara dos Deputados em Brasília, nas Assembléias Legislativas Estaduais, e nas sedes do Governo de cada Estado tem que ser macho pra gerenciar problemas internos e externos.
Pense bem em quem você vai votar pra depois não "xingar muito no twitter" daqui a 4 anos...
Beijo na alma e até o próximo post!
Leandro Passos
13 de set. de 2010
11 de set. de 2010
[#005] Bom senso: passe adiante...
Definição de "Bom Senso" em http://pt.wikipedia.org/wiki/Bom_senso:
"Bom senso é um conceito usado na argumentação que é estritamente ligado às noções de Sabedoria e de Razoabilidade, e que define a capacidade média que uma pessoa possui, ou deveria possuir, de adequar regras e costumes à determinadas realidades, e assim poder fazer bons julgamentos e escolhas."
Querem um bom exemplo de como não saber usar o bom senso? Se sim, quer ler o que a gente deve evitar no nosso cotidiano, leia o próximo parágrafo; se não, vá até o penúltimo.
Voltava do apartamento de uma cliente na Ponta da Praia onde entreguei um desktop. Serviço bonitinho, grana a mais para minhas contas, tudo beleza, só precisava correr porque quando saí de lá faltavam 15 minutos para a aula de Ambiente Operacional (Assembler) na minha faculdade. Por sorte, o ônibus da Linha 4 estava passando, e desceria em frente à Fatec. Como o motorista arrancou com tudo tentei me segurar nas barras do coletivo. Mas era só o começo: do nada, uma moça nas cadeiras mais altas em cima da caixa de roda, perto da porta traseira, vai e liga pra alguém. Até aí, nada demais, não fosse um detalhe, nas palavras dela: "um cara me bateu com a mochila". Epa, epa, epa! O cara da mochila era eu e nem percebi o que aconteceu, se é que aconteceu, porque haviam mais passageiros que não me falaram nada, incluíndo um senhor que subiu no mesmo ônibus no mesmo ponto que eu. E ela poderia ter pelo menos chamado a minha atenção, reconheceria o erro, pediria desculpas, só que nem ela nem ninguém no ônibus me avisaram. Ah, lembra a frase que eu coloquei entre aspas logo acima? Bem, foi pegar o celular pra sair falando essa pérola. Ela errou 2 vezes: não foi falar comigo (foi com outra pessoa via celular) e ainda saiu xingando. Aí, sinto muito, mas ela perdeu totalmente a razão, preferiu gastar uns centavos pra xingar (tipo fã de Restart no twitter). Sendo assim, ela anulou qualquer chance de um entendimento e quem se queimou com isso foi ela mesma.
Poderia citar outros exemplos, mas não quero tomar mais tempo na sua leitura. Percebi que muitas pessoas ao se sentirem indignadas preferem a guerra à conciliação (por isso que este mundo é uma bomba-relógio ativa). Este assunto levou à outro, considerando o tipo de pessoa que a estressadinha descrita era, mas é assunto pra outro tópico.
Pequenas faíscas podem gerar uma crise sem precedentes entre 2 ou mais pessoas se não forem tratadas enquanto se pode tratar. Faíscas, me referindo a mal-entendidos. Quando uma pessoa é orgulhosa, mesmo que paguem psicólogo a ela, pode não reconhecer esse orgulho destrutivo. Aí, quem irá colher os frutos de palavras mal colocadas é essa pessoa.
Isto que descrevi é um misto de desabafo e conselho que fica a seu critério, se você quer seguir ou não. Enquanto isso, vou tomar meus cuidados aqui pra cenas como esta não se repetirem.
Beijo na alma e até o próximo post.
Leandro Passos
"Bom senso é um conceito usado na argumentação que é estritamente ligado às noções de Sabedoria e de Razoabilidade, e que define a capacidade média que uma pessoa possui, ou deveria possuir, de adequar regras e costumes à determinadas realidades, e assim poder fazer bons julgamentos e escolhas."
Querem um bom exemplo de como não saber usar o bom senso? Se sim, quer ler o que a gente deve evitar no nosso cotidiano, leia o próximo parágrafo; se não, vá até o penúltimo.
Voltava do apartamento de uma cliente na Ponta da Praia onde entreguei um desktop. Serviço bonitinho, grana a mais para minhas contas, tudo beleza, só precisava correr porque quando saí de lá faltavam 15 minutos para a aula de Ambiente Operacional (Assembler) na minha faculdade. Por sorte, o ônibus da Linha 4 estava passando, e desceria em frente à Fatec. Como o motorista arrancou com tudo tentei me segurar nas barras do coletivo. Mas era só o começo: do nada, uma moça nas cadeiras mais altas em cima da caixa de roda, perto da porta traseira, vai e liga pra alguém. Até aí, nada demais, não fosse um detalhe, nas palavras dela: "um cara me bateu com a mochila". Epa, epa, epa! O cara da mochila era eu e nem percebi o que aconteceu, se é que aconteceu, porque haviam mais passageiros que não me falaram nada, incluíndo um senhor que subiu no mesmo ônibus no mesmo ponto que eu. E ela poderia ter pelo menos chamado a minha atenção, reconheceria o erro, pediria desculpas, só que nem ela nem ninguém no ônibus me avisaram. Ah, lembra a frase que eu coloquei entre aspas logo acima? Bem, foi pegar o celular pra sair falando essa pérola. Ela errou 2 vezes: não foi falar comigo (foi com outra pessoa via celular) e ainda saiu xingando. Aí, sinto muito, mas ela perdeu totalmente a razão, preferiu gastar uns centavos pra xingar (tipo fã de Restart no twitter). Sendo assim, ela anulou qualquer chance de um entendimento e quem se queimou com isso foi ela mesma.
Poderia citar outros exemplos, mas não quero tomar mais tempo na sua leitura. Percebi que muitas pessoas ao se sentirem indignadas preferem a guerra à conciliação (por isso que este mundo é uma bomba-relógio ativa). Este assunto levou à outro, considerando o tipo de pessoa que a estressadinha descrita era, mas é assunto pra outro tópico.
Pequenas faíscas podem gerar uma crise sem precedentes entre 2 ou mais pessoas se não forem tratadas enquanto se pode tratar. Faíscas, me referindo a mal-entendidos. Quando uma pessoa é orgulhosa, mesmo que paguem psicólogo a ela, pode não reconhecer esse orgulho destrutivo. Aí, quem irá colher os frutos de palavras mal colocadas é essa pessoa.
Isto que descrevi é um misto de desabafo e conselho que fica a seu critério, se você quer seguir ou não. Enquanto isso, vou tomar meus cuidados aqui pra cenas como esta não se repetirem.
Beijo na alma e até o próximo post.
Leandro Passos
6 de set. de 2010
[#004] Etiqueta no transporte coletivo
Imagine você, que passou um dia de cão no seu trabalho ou então tá voltando serelepe da sua escola ou da faculdade. Está cansado, quer mais é rezar pra chegar em casa logo. É fim de tarde. Você não tem carro nem moto e depende do bendito transporte coletivo pra se locomover (ônibus, trem, metrô). Aí de repente seu transporte vira uma festa com gente não convidada. Motivo: um indivíduo ou grupo que começa a tocar música no último volume e sem headphones! Como faz, minha gente?
Inspirado pela minha seguidora no twitter @Jacque_Diaz, resolvi escrever este artigo sobre etiqueta no transporte coletivo. Antes de expor o que penso disto, vou também contar um pouco do que descrevi no primeiro parágrafo.
Eu estava a caminho do bairro Vila Mirim em Praia Grande onde fui configurar o roteador wi-fi de um cliente antigo. Isso foi em agosto ou setembro do ano passado. A viagem estava tranquila, o coletivo da linha 17 não estava lotado. Enfim, uma maravilha mesmo eu tendo que encarar uma viagem longa de Santos até aquela localidade (às vezes é bem mais rápido chegar em São Paulo). Subiu um grupinho inofensivo, até aí tudo bem, nada demais, apenas passageiros. Estava ouvindo uma rádio de soft music (sabem, coisas que tocam em bons hipermercados). Quando dei por mim, "surprise": um deles sacou um MP7, 8, 9, 15, 300 (nem vi bem o tipo, só sei que era um celular xing-ling) e começou a tocar um funk infernal com fundinho do plim-plim da Globo (acho que alguém deve ter ouvido, infelizmente), no último volume e abafando o que os coitados de alguns de nós ouvíamos em seus parcos sisteminhas de som ambulante, incluíndo eu). Estava inviável ouvir o que eu e quem estava no ônibus ouvíamos, até o motor do cabritinho onde estávamos (NOTA: cabritinho é como chamamos ônibus de motor dianteiro com conforto zero). Eu até entenderia se tocassem sei lá, HSM, Fresno, Vitor & Léo, Wando... mas funk carioca?? Sem falar que funk pra mim é James Brown, Parliament/Funkadelic, Kool & The Gang... Eu poderia ter mandado a molecada parar com essa biroska, mas eles pagaram o ônibus como eu e quem estava dentro, aí f**** de vez! Só poderia olhar aos céus e pedir a Deus: "Senhor, me ajude a chegar ao destino com meus ouvidos intactos!". E, assim, cheguei ao Terminal Tatico nos arredores da Prefeitura e só precisei andar até o destino da viagem (com meu gosto musical devidamente regularizado).
Gente, não adianta mandar quem estiver praticando esta conduta parar com aquilo, a gente só vai é arrumar uma encrenca daquelas. Uma hora eles vão ter que respeitar aquele adesivo mal localizado na tampa do itinerário do coletivo, que indica até que o motorista (em quase toda a Baixada Santista é só ele pra dirigir e trocar o dinheiro do passageiro) precisa guiar tranquilo. A única solução plausível é aguentar o tranco e torcer pra não ficar surdo. E chegar vivo sem de repente sentir desejo de "descer até o chão".
São infelizmente coisas que começamos a ser "obrigados" a conviver. Até que alguém acorde e respeite nossos ouvidos que não são penico. Gosto é que nem nariz, todo mundo tem o seu. Mas bem senso nunca é demais!
Só pra constar: tem seu sonzinho mas seu headphone deu PT? Espere pra comprar o seu, não caia nessa péssima onda!
Um beijo na sua alma e até a qualquer momento.
Leandro Passos
Inspirado pela minha seguidora no twitter @Jacque_Diaz, resolvi escrever este artigo sobre etiqueta no transporte coletivo. Antes de expor o que penso disto, vou também contar um pouco do que descrevi no primeiro parágrafo.
Eu estava a caminho do bairro Vila Mirim em Praia Grande onde fui configurar o roteador wi-fi de um cliente antigo. Isso foi em agosto ou setembro do ano passado. A viagem estava tranquila, o coletivo da linha 17 não estava lotado. Enfim, uma maravilha mesmo eu tendo que encarar uma viagem longa de Santos até aquela localidade (às vezes é bem mais rápido chegar em São Paulo). Subiu um grupinho inofensivo, até aí tudo bem, nada demais, apenas passageiros. Estava ouvindo uma rádio de soft music (sabem, coisas que tocam em bons hipermercados). Quando dei por mim, "surprise": um deles sacou um MP7, 8, 9, 15, 300 (nem vi bem o tipo, só sei que era um celular xing-ling) e começou a tocar um funk infernal com fundinho do plim-plim da Globo (acho que alguém deve ter ouvido, infelizmente), no último volume e abafando o que os coitados de alguns de nós ouvíamos em seus parcos sisteminhas de som ambulante, incluíndo eu). Estava inviável ouvir o que eu e quem estava no ônibus ouvíamos, até o motor do cabritinho onde estávamos (NOTA: cabritinho é como chamamos ônibus de motor dianteiro com conforto zero). Eu até entenderia se tocassem sei lá, HSM, Fresno, Vitor & Léo, Wando... mas funk carioca?? Sem falar que funk pra mim é James Brown, Parliament/Funkadelic, Kool & The Gang... Eu poderia ter mandado a molecada parar com essa biroska, mas eles pagaram o ônibus como eu e quem estava dentro, aí f**** de vez! Só poderia olhar aos céus e pedir a Deus: "Senhor, me ajude a chegar ao destino com meus ouvidos intactos!". E, assim, cheguei ao Terminal Tatico nos arredores da Prefeitura e só precisei andar até o destino da viagem (com meu gosto musical devidamente regularizado).
Gente, não adianta mandar quem estiver praticando esta conduta parar com aquilo, a gente só vai é arrumar uma encrenca daquelas. Uma hora eles vão ter que respeitar aquele adesivo mal localizado na tampa do itinerário do coletivo, que indica até que o motorista (em quase toda a Baixada Santista é só ele pra dirigir e trocar o dinheiro do passageiro) precisa guiar tranquilo. A única solução plausível é aguentar o tranco e torcer pra não ficar surdo. E chegar vivo sem de repente sentir desejo de "descer até o chão".
São infelizmente coisas que começamos a ser "obrigados" a conviver. Até que alguém acorde e respeite nossos ouvidos que não são penico. Gosto é que nem nariz, todo mundo tem o seu. Mas bem senso nunca é demais!
Só pra constar: tem seu sonzinho mas seu headphone deu PT? Espere pra comprar o seu, não caia nessa péssima onda!
Um beijo na sua alma e até a qualquer momento.
Leandro Passos
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