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12 de jun. de 2011

[Y11P24] Dia Dos Namorados Parte 2 - Love Wins!

Antes do segundo caso, tenham em mente que, assim como o conto anterior, é uma história fictícia. Quaisquer fatos ou pessoas citadas aqui, mesmo com pseudônimos, é mera coincidência.

Caso 2: Amor > Dificuldades

Ela: Janaína, 19 anos, assistente administrativa.
Ele: Felipe, 20 anos, estagiário webdesigner.
Antagonista: Bruna, 19.
Tempo de duração: 4 anos - e durando...

Felipe conheceu Janaína no colégio há 4 anos, onde cursavam o ensino médio, na Vila Belmiro, em Santos-SP. Era aquela troca constante de olhares que a princípio não dava em nada, já que ambos queriam se concentrar nos estudos.

Durante os preparativos de uma festa junina os participantes - incluindo os protagonistas - participaram de um sorteio para escolher quem faria quem na quadrilha. Ironicamente, Felipe e Janaína foram sorteados para a dupla principal - os noivos. O padre na festa foi o melhor amigo de Felipe, que já sabia da paquera dele e sempre o apoiou inclusive neste sentido. Só quem não gostou desta alegria toda foi Bruna, ex-namorada de Felipe, que o traiu com um jogador de futebol da base do Santos. Vejam só: incorporou a Maria Chuteira e ficou com dor de cotovelo quando viu Felipe e Janaína na festa, e olha que nem namorados eram (ainda).

Dias após a farra, Janaína procurou Felipe e os dois conversaram sobre o momento mágico daquele evento. Houve uma troca de olhares que poderia provocar um terremoto de 9 graus na Escala Richter, de tão intensa. E após um fim de tarde ensolarado na Ponta da Praia, onde os dois marcaram um encontro, foi selado o início do romance deles. Era um casal raro de se formar, já que eles têm uma sintonia muito forte, mas tão forte que eles combinaram de separar o tempo para eles, o tempo para estarem com seus amigos, o tempo para os estudos e tantos outros tempos. Só pra não se desgastarem. Eram de uma maturidade ímpar para suas idades. Só não era 100% porque a pedra no sapato passou a ser a Bruna, ex de Felipe.

Para melar o romance, já que não aceitava que Felipe estivesse feliz naquele momento, Bruna aproveitou o fato de desconfiar estar grávida do jogador de base na época - ninguém da escola sabia dessa tal gravidez - pra inventar a seguinte história: de que Felipe teria forçado sexo com Bruna quando veio a tona o caso com o jogador. A história se espalho, chegou aos ouvidos de Janaína e soou como uma bomba, a ponto de romper com Felipe sem que este se explicasse, que tudo seria armação. Para ele, parecia que o mundo tinha caído.

Quando Felipe veio até Bruna pra tirar satisfações desta História (com H mesmo) ela simplesmente afirmou que ele seria um idiota para o resto da vida e que o que ela queria mesmo é viver banhada de luxo, coisa que afirmava categoricamente que Felipe jamais alcançaria, e que melaria qualquer romance dele com quem quer que fosse. Uma colega de turma de Bruna desconfiou da forma como ela tratava o caso com Felipe e secretamente investigou o fato. Usando de uma lábia incontestável e utilizando um nano gravador, sem que Bruna desconfiasse, registrou cada palavra dita, e descobriu também que o filho que Bruna esperava não era dele e sim do jogador, que desde a traição ela e Felipe nunca mais se falaram, e que o suposto estupro nunca aconteceu, a não ser psicologicamente.

A colega então chamou Felipe e Janaína e executou a gravação da confissão de Bruna, o que deixou eles perplexos, se perguntando como que foram enganados este tempo. Os três e alguns colegas das turmas deles elaboraram um plano para colocar a mau-caráter no seu lugar sem que esta desconfiasse. Descobriram a identidade do jogador da base, foram até ele e contaram toda a história citada até aqui. Ele não imaginou a fria em que se meteria e se uniu àquele pessoal para desmascarar Bruna.

O plano: ele foi até o colégio conversar com Bruna propor casamento à Bruna. Resposta dela:

- Meu querido, não é porque espero um filho seu que vou me casar com você! O que eu quero mesmo é seu dinheiro quando for um jogador do nível do Robinho e do Neymar, porque eu não tenho nada a perder nesta vida.

Mal sabia Bruna que o alto falante da rádio interna do colégio estava ligado e todo mundo já estava sabendo em alto e bom som da farsa criada por ela. O precoce desvio de caráter de Bruna chocou a todos. Quando Felipe e Janaína se aproximaram, Bruna quis se fazer de desentendida mas a casa já havia caído pra ela. Tentou contar uma outra história pra sua mãe, mas já era tarde porque esta já estava ciente do ocorrido. A mãe ligou para Felipe e pediu desculpas pela conduta da filha, e desejou tudo de bom ao novo casal. E novo, porque retomaram o namoro, agora também com votos de confiança um no outro.

Recentemente comemoraram 4 anos de alegrias maiores do que as dificuldades impostas a eles neste tempo. Felipe virou estagiário webdesigner em meio à faculdade de Análise de Sistemas, e Janaína é assistente administrativa e iniciou faculdade de Administração. Os dois por hora preferem ser felizes como estão e esperarão o final dos cursos superiores para, enfim, selar casamento. A gravidez de Bruna era psicológica, e depois do colegial sumiu no mundo.

Se por um lado existem histórias com finais trágicos, por outro existem outras cujo final é digno de um filme de Hollywood, de tão cativantes.

Até mais, folks!
Leandro Passos
Facebook e Twitter 8)

10 de jun. de 2011

[Y11P23] Dia Dos Namorados Parte 1: Quando um relacionamento não vai bem

Todo santo dia a gente ouve falar de ao menos uma ou uma dúzia de romances entre vida real e contos de fada, novelas, filmes açucarados e por aí vai. Ainda no espírito do Dia dos Namorados, iniciado com a minha visão sobre "ser/estar solteiro", coloco aqui algumas situações paralelamente opostas. Na verdade, dois contos - um em cada post - inspirados em relações que, mesmo fictícias, têm tudo pra se encaixar com alguma pessoa ou algum casal que ler este e outros posts anteriores. E bem que poderiam ter finais felizes.

Caso 1: O Advogado Possessivo
Ela: Valéria, 25 anos, Administradora de Empresas.
Ele: Mário, 33 anos, Advogado Criminalista.
Tempo de relacionamento: 8 meses.

Mário e Valéria se conheceram após serem apresentados por amigos em comum durante uma festa revival dos anos 80 em São Paulo. Mário já tinha no seu currículo como advogado a defesa de um cantor de pagode que não reconhecia a parternidade de uma filha que uma fã supostamente teve com ele, e Valéria acabara de ser admitida em um grande escritório na Av. Paulista. De início não tiveram muita empatia, mas ele percebeu que ela poderia ser a mulher da sua vida - isso depois de ele ter se divorciado da primeira mulher 2 anos antes. Discretamente, Mário pediu a um amigo que pegasse o telefone de Valéria, e acabou ganhando também o e-mail e até o endereço dela no Facebook.

Dias depois Mário ligou para Valéria combinando um jantar em um restaurante na região dos Jardins. Tiveram uma noite excelente, onde comentaram sobre suas vidas e o que planejavam para o futuro. Daí pra frente se encontrariam algumas vezes até se descobrirem apaixonados, 4 semanas depois daquelas festa revival. Era inevitável o namoro deles, que tinham em comum o sonho de uma família feliz.

E mais inevitável - e inesperado - foi o comportamento de Mário após 4 meses. Sabem aquele tipo de pessoa que começa a desenvolver aquela insegurança por conta de companhias do amado, ou da amada? Pois bem: ele começou a se incomodar com as amizades da Valéria. Ele cismou que eles eram responsáveis pelo pouco tempo que tem passado ao lado dela (fica a dica: não se anule por ninguém, você também tem direito à sua vida social). E começou a mandar mensagens a esmo na página dela no Facebook e a ligar pra ela perguntando onde ela está. De início, normal. Mas a esta altura do campeonato Valéria começou a se irritar com as constantes ligações de Mário, alegando que não era nada saudável esta sequência de ligações da parte dele pra pedir satisfações. Ela deu o seguinte ultimato:

- Mário, ou você se controla, ou a gente termina por aqui, porque suas neuras já estão a extrapolar o limite.

Nesta hora ele imaginou também que ele poderia até estar sendo traido. Logo a Valéria, que sempre foi correta em suas atitudes...

Numa tarde de sábado, Mário foi ao prédio onde mora Valéria, em Cerqueira César, e foi informado que ela não se encontrava. Pegou o carro - um Citroën C4 Pallas - e saiu a toda, desesperado por nada, mas com o orgulho às alturas. Parou na esquina das Avenidas São João e Ipiranga e encontrou a "amada" com um amigo de infância dela. Sem pensar, nem perguntar nada, tomou a única providência que um homem carente de razão e de juízo faria: saiu no tapa com o pobre coitado que caiu desacordado. Desferiu palavras ásperas à Valéria, que nada tinha feito de errado. Até ela dar um basta à situação e colocar um ponto final na relação. Mário, já descontrolado, ficou possesso e jogou Valéria para a rua, e na hora foi atropelada por uma Hyundai Tucson que pasava bem na hora. Pronto: o estrago estava feito. Sem saber o que fazer, Mário só tomou o caminho mais covarde: fugiu do local, mas a Polícia já havia sido avisada e conseguiu capturá-lo no meio de um mar de gente na Rua Santa Ifigênia. O amigo de Valéria ficou em coma por 5 dias, mas felizmente sobreviveu. Preso em flagrante por agressão e dupla tentativa de homicídio - Valéria também sobreviveu e não teve sequelas graves -, Mário foi a juri popular e foi condenado a 13 anos, o que é branda para quem se deixou levar por ciúmes exagerados e causou aquele estrago. 14 meses depois do crime, o amigo de Valéria voltou à sua vida normal e perdoou Mário. Valéria, neste meio tempo, encontrou um novo namorado e já marcou a data do seu casamento - mesmo porque descobriu que estava grávida dele, mas estava radiante e superou aquela tempestade.

Dias antes do casamento de Valéria, Mário foi encontrado morto em sua cela. Não se sabe o que provocou a morte dele.

Epílogo:
Esta é a face de um amor que nem era bem amor: era possessividade. Pessoas se deixam levar por uma paixão avassaladora e se esquecem de si mesmas para controlar quem julgam amar e controlar suas amizades e até sua família. Quem estiver passando por uma relação assim, repense tudo e se pergunte se vale a pena manter uma relação deste porte.

O próximo post, a parte 2 desta série de contos, será totalmente oposta a este. Mas assim como criei este na hora, o próximo vou deixar a minha inspiração falar por mim.

Bj n'alma e até a próxima!
Leandro Passos
Facebook e Twitter 8)

7 de jun. de 2011

[Y11P22] A arte de lidar com o status "solteiro"

Há um tempo escrevi um post relacionado ao dia de São Valentim, 14/02, considerado mundialmente como o verdadeiro Dia Dos Namorados, onde divaguei sobre a cobrança de terceiros com relação à vida amorosa alheia - imagine o tipo de comentário que eu ouviria se fosse mulher, porque elas ouvem e comentam sobre estar só, ou com alguém. E também sobre como homens e mulheres erram ao construir redomas de vidro cada vez que se decepcionam na vida amorosa.

Passados quase 4 meses após aquele post, quase nada mudou. Continuamos ouvindo cobranças - eu, então, muito -, como se pros ignorantes de plantão, ser solteiro fosse sinônimo de maldição. Já devo ter escrito aqui uma vez, senão vou escrever agora: a vida não é programa de fofocas de canais de TV de qualidade duvidosa onde pessoas se importam com qual cantor tal uma fã beltrana tá ficando, ou com qual cicrano a atriz fulana engatou romance. Será que suas vidas são tão insignificantes a ponto de se compararem a quem encontrou sua alma gêmea no mundo artístico? Ou pode ser o nível de autoestima delas que anda mais baixo do que o clima nestes dias finais de outono aqui em Santos.

Nâo digo que estar junto é um fardo. Ter alguém a quem amar e ser amado é um presente dos Céus, isso também se a sincronia entre o casal for perfeita. Do contrário, não viva implorando por sua cara-metade só pelo simples medo de estar sozinho(a) lá na frente. Especialmente se essa pessoa começar a demonstrar defeitos de caráter, aí é pedir pra ser humilhado(a). Querem um exemplo prático? Namorei, mas jamais passei um 12/6 sequer acompanhado daquelas poucas com quem tive algum romance. Também nunca deu tempo de apresentá-las à minha família, meio que com medo da parte delas, mas conheci as famílias delas.

Aprendi a nunca lamentar estar com status "solteiro". Há tanta coisa pra aprender na vida, tanto que quero acrescentar na vida da futura mulher da minha vida. Claro que com 32 anos - 33 no próximo dia 16/06 - as cobranças são evidentes, mas e daí? Atire a primeira pedra quem não quer ser feliz com alguém, mesmo que não venha a se casar na igreja. O importante é viver o momento quando este momento chegar. E jamais ter medo de ser feliz, porque a felicidade pode chegar mas também pode ir embora em um estalar de dedos se você não reconhecer a beleza contida nela.

À propósito, prefiro que o amor me encontre. Enquanto isso curto minha tripla jornada (Webdesigner e técnico + estagiário + universitário) feliz, enviando sinais positivos ao Universo. E, claro, crer pra ver que tudo o mais tá reservado pra ser revelado na hora certa.

Aos que estão acompanhados, conservem bem seu amor. Aos solteiros como eu, muita calma nesta hora porque a hora da redenção não tarda.

Até mais, pessoas!
Leandro Passos
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