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3 de abr. de 2011

[Y11P14] Nós, laranjas

- Agradecimentos antecipados à @_NaTTi_, minha seguidora de twitter, que inspirou este post ;)

Atire a primeira pedra quem nunca se sentiu do jeito que comentarei nestas sublimes linhas.

Tá lá você, exercendo suas singelas funções, como quem tá ouvindo "Lost In Your Eyes" (tá bom, Debbie Gibson é bem anos 80 mas eu ainda ouço, oras, hehehe). Vem alguém com uma carinha de santo, uma voz comparável a um personagem de animê e pede pra você fazer um favor tal a ele(a). Ingênuo, você o faz, com aquele coração comparado à Madre Teresa de Calcutá. Aí os papéis se invertem e agora é você que vai a essa pessoa pra pedir um favor. Surpreso, você ouve a seguinte resposta:

- Fazer favor a você?? Mas faça-me o favor! Vá procurar a sua turma!

Nesta hora você se sente a laranja do título acima, te espremeram e te jogaram fora tal como o bagaço desta mesma laranja.

O que você pensa nesta hora?

Vai chorar como um fã de bandas emo?
Vai se ressentir como um cantor de música brega que tomou aquele chifre maroto?
Vai sair no tapa como um punk de boutique porque não gostou do jeito dessa pessoa?

Não, não lançarei enquete com estas questões.

É um clássico exemplo do que eu, você, seu pai, sua mãe, seu cachorro, seu papagaio, sua fêmea (ou seu macho) passam, já passaram, ou ainda passarão nesta vida: você foi passado(a) pra trás e quem te envolveu dá uma de ex-presidente e diz que não sabe de nada.

Alguns professores no Senai (saudades de lá) e na Fatec "Rubens Lara" (ex-Fatec Baixada Santista) já me alertaram: " - Leandro, onde você for trabalhar vai ter gente do bem, mas também vai ter cobras da pior espécie". Hahaha... vejo isso na própria faculdade, onde vi alguns que se diziam amigos me excluírem sem motivo, outros chamarem de apelidos pouco convidativos que na verdade refletem o que eles nunca têm coragem de assumir, outros que descontaram seus problemas externos em quem nem tem nada a ver com isso. E é só com eles que acontecem essas coisas! Porra! O pessoal das matérias das quais faço DP é super gente boa, sabem conversar sem segundas intenções, sabem ser gente. Logo, o problema não sou eu! O inferno são os outros!

Só sei de uma coisa: Deus removeu essas pessoas do meu caminho para me dar liberdade (ah, não sou de religião alguma, antes que me perguntem). A minha consciência está tranquila e não volto atrás na decisão de, como disse uma seguidora no twitter hoje, me livrar de peso morto. E, com aquela filosofia playmobilesca de sempre sorrir, vou levando a vida e apagando dia após dia cada cena triste que passei com esse pessoal.

E, ctrl + c ctrl + v em Freddie Mercury:

"Eu irei enfrentar tudo com um grande sorriso
Eu nunca irei desistir
Adiante com o show"

Até a próxima, ppl! 8)

29 de mar. de 2011

[Y11P13] Os altos e baixos de uma tripla jornada

Após iniciar o que eu considero uma tripla jornada (desenvolvedor web e técnico + faculdade + estágio) poderia dizer que o mundo é aquela maravilha. WHAT????? Quer dizer, Léo, que seu mundo ficou mais cor de rosa?

Definitivamente NÃO! E ai de quem pensa que a vida é somente farra! Já dizia Jay Vaquer: "enfia sua vida cor de rosa no...".

Já começa em tentar organizar a vida, afinal agora tenho a oportunidade de mostrar a quem eu vim. As 3 horas/dia de estágio são remuneradas (eeeeeee) e, mais do que isso e também dar valor ao que faço, também tenho parte na inclusão digital de portadores de deficiência. Isso se traduz em aumento de chances de, em boa parte dos casos, eles trabalharem com isso. Um dos meus alunos tem paralisia e só consegue movimentar, embora com dificuldade, o braço direito, mas é aí que vem a garra dele de querer trabalhar com computadores lá na frente. Isso faz com que surja aquele ânimo, de parar e pensar: faço, sim, diferença! Claro, nem tudo são flores, mas nada c/ funcionário da instituição, ainda bem. O problema é um ou outro aluno ter dificuldade em bater um texto no Word, mas ser um craque em jogos online, o que faz com que eu ligue o alerta amarelo já que existem normas durante as aulas, algumas implementadas por mim mesmo pra garantir a qualidade do que faço - algo herdado do meu outro trampo de técnico/desenvolvedor que mantenho, mas agora paralelamente.

E a facul... ah, a facul...

Pensei que seria uma tortura me desapegar de grande parte das lembranças dos primeiros 3 semestres. Mas não foi. Lancei tanta coisa que vivi neste período em um museu imaginário, que ainda tem espaço reservado para fazer uma espécie de A.DP's e D.DP's (nos moldes de A.C., Antes de Cristo, e D.C., Depois de Cristo). Este semestre tem sido um divisor de águas em minha vida, sem dúvida. Vi que pessoas que se diziam companheiras somente se aproximavam visando algo de material, e se afastavam quando a fonte de recursos se esgotava. É... vivendo, aprendendo, e nunca mais me f*****o. Porque ser bonzinho é sinônimo de ser gato e sapato dos outros. E ponto.

Até mais! 8)

19 de mar. de 2011

[Y11P12] - Julius Feelings + A causa de uma reação

A agitação constante dos últimos dias foi tanta que precisava de uma brecha pra reaparecer aqui. Explico o porquê em 5, 4, 3, 2, 1...

Sabem quando uma pessoa, de tão cansada do tédio monstruoso que vem passando, resolve virar a mesa e preenche seu tempo com algo que vai fazer uma diferença daquelas no campo profissional? Pois bem: na sexta-feira de Carnaval recebi uma ótima notícia vinda do CIEE. Fui indicado para um estágio, referente à facul que faço atualmente. Fiz a entrevista, fui com a roupa que tinha que ir à uma entrevista, não com a que a matriarca deste que vos escreve. E fui contratado! Eeeeeehhhhhh, todos estouram champagne! 8D

Mais do que estagiar na Casa da Esperança aqui em Santos, abrir portas pra mim, é abrir portas para os portadores de necessidades especiais a lidar com Sistemas Operacionais e os aplicativos mais básicos dos básicos para operar com liberdade - Pacote Office, por exemplo. E o Julius do título é uma referência ao Julius da série Everybody Hates Chris, pai do personagem principal, cuja mulher - e mãe do personagem central - toda vez que reclama, sobra pro marido que tem dois empregos. No meu caso, também são dois (o estágio e a daileonware, que vou manter na ativa mas em horário mais reduzido) e ainda a faculdade. Talvez a retomada do contato com uma ex-colega dos tempos de Senai via Facebook tenha desencadeado uma reação tamanha que toda a angústia que eu tinha acabou cessando (e eu esperava algo parecido com uma cena do filme A Rede Social, que comentarei em breve) e ressucitei o Macho Alpha adormecido e tão comentado por mim nos últimos posts. Foi aí que encontrei forças pra buscar o que é meu por direito na faculdade e fora dela. Não a trato como santa, mas virou a chave para buscar o que eu procurava há tempos. Em breve relatarei, de forma honesta e franca, como foi essa convivência com ela (sempre pro lado do bem, porque querendo eu ou não, acabou virando uma pessoa especial).

E vamos lá porque o VLT não pode parar. Aliás, cadê VLT que não vem pra Santos, hein, EMTU?

Beijo n'alma d'oceis! 8D