Imagine você, que passou um dia de cão no seu trabalho ou então tá voltando serelepe da sua escola ou da faculdade. Está cansado, quer mais é rezar pra chegar em casa logo. É fim de tarde. Você não tem carro nem moto e depende do bendito transporte coletivo pra se locomover (ônibus, trem, metrô). Aí de repente seu transporte vira uma festa com gente não convidada. Motivo: um indivíduo ou grupo que começa a tocar música no último volume e sem headphones! Como faz, minha gente?
Inspirado pela minha seguidora no twitter @Jacque_Diaz, resolvi escrever este artigo sobre etiqueta no transporte coletivo. Antes de expor o que penso disto, vou também contar um pouco do que descrevi no primeiro parágrafo.
Eu estava a caminho do bairro Vila Mirim em Praia Grande onde fui configurar o roteador wi-fi de um cliente antigo. Isso foi em agosto ou setembro do ano passado. A viagem estava tranquila, o coletivo da linha 17 não estava lotado. Enfim, uma maravilha mesmo eu tendo que encarar uma viagem longa de Santos até aquela localidade (às vezes é bem mais rápido chegar em São Paulo). Subiu um grupinho inofensivo, até aí tudo bem, nada demais, apenas passageiros. Estava ouvindo uma rádio de soft music (sabem, coisas que tocam em bons hipermercados). Quando dei por mim, "surprise": um deles sacou um MP7, 8, 9, 15, 300 (nem vi bem o tipo, só sei que era um celular xing-ling) e começou a tocar um funk infernal com fundinho do plim-plim da Globo (acho que alguém deve ter ouvido, infelizmente), no último volume e abafando o que os coitados de alguns de nós ouvíamos em seus parcos sisteminhas de som ambulante, incluíndo eu). Estava inviável ouvir o que eu e quem estava no ônibus ouvíamos, até o motor do cabritinho onde estávamos (NOTA: cabritinho é como chamamos ônibus de motor dianteiro com conforto zero). Eu até entenderia se tocassem sei lá, HSM, Fresno, Vitor & Léo, Wando... mas funk carioca?? Sem falar que funk pra mim é James Brown, Parliament/Funkadelic, Kool & The Gang... Eu poderia ter mandado a molecada parar com essa biroska, mas eles pagaram o ônibus como eu e quem estava dentro, aí f**** de vez! Só poderia olhar aos céus e pedir a Deus: "Senhor, me ajude a chegar ao destino com meus ouvidos intactos!". E, assim, cheguei ao Terminal Tatico nos arredores da Prefeitura e só precisei andar até o destino da viagem (com meu gosto musical devidamente regularizado).
Gente, não adianta mandar quem estiver praticando esta conduta parar com aquilo, a gente só vai é arrumar uma encrenca daquelas. Uma hora eles vão ter que respeitar aquele adesivo mal localizado na tampa do itinerário do coletivo, que indica até que o motorista (em quase toda a Baixada Santista é só ele pra dirigir e trocar o dinheiro do passageiro) precisa guiar tranquilo. A única solução plausível é aguentar o tranco e torcer pra não ficar surdo. E chegar vivo sem de repente sentir desejo de "descer até o chão".
São infelizmente coisas que começamos a ser "obrigados" a conviver. Até que alguém acorde e respeite nossos ouvidos que não são penico. Gosto é que nem nariz, todo mundo tem o seu. Mas bem senso nunca é demais!
Só pra constar: tem seu sonzinho mas seu headphone deu PT? Espere pra comprar o seu, não caia nessa péssima onda!
Um beijo na sua alma e até a qualquer momento.
Leandro Passos
6 de set. de 2010
Arctic Monkeys - Brianstorm
Pra iniciar a "semanica" (apenas 3 ou 4 dias úteis esta semana...)
Beijo na alma e até mais!
Leandro Passos
Beijo na alma e até mais!
Leandro Passos
2 de set. de 2010
[#003] - A imparcialidade e o bom uso dela
Segundo o nosso "Tio Aurélio", imparcialidade significa: "adj. Que não sacrifica a justiça ou a verdade a considerações particulares. / Que não tem partido a favor nem contra: juiz imparcial. / Justo, reto, eqüitativo".
A vida nos ensina na forma prática como sermos justos com as pessoas. E isso requer uma pequena renúncia: jamais puxar sardinha pra um ou outro e vice-versa. Pode isso gerar algum problema? Depende do ponto de vista individual de cada um de nós. Mas, pelo menos pra minha pessoa, só vê problema quem ainda não tem desenvolvido o senso de justiça. Vou ser breve com um exemplo prático ocorrido na manhã de hoje, 02/09/2010.
Tivemos (eu e meus colegas de facul) um probleminha com o atraso de um professor em uns bons minutos. O pessoal já estava ficando impaciente e eu, como representante de turma (ô funçãozinha ingrata esta), fui conversar com o coordenador do meu curso. Só não esperava que seria desnecessário este alarde todo: o docente, gente boa, estava apenas preso no trânsito na Linha Amarela em São Vicente. Resultado: houve falta pra ele como se ele fosse o displicente e, de repente, percebi que não fui tão justo assim. Claro, atraso de professor irrita, mas acabei indo na onda de alguns colegas e a gente tá pagando caro por isso: vai ter reposição sim. O professor que veio conversar comigo sobre isto, pediu pra avisar a turma e pronto! E eu já esperava que alguém surgisse pra chicotear o comunicado que dei, só que esse alguém nem veio na aula e já saiu falando (tenho consideração por ele como tenho pela turma, mas tudo tem limite). Só peço que quem estiver lendo isto que não julgue ele, nós somos sujeitos a erros e eu também posso errar.
Mesmo que tenhamos afinidades com uma, outra pessoa, ou um grupo, não podemos nos anular pra agradar a eles. Se for assim, pra onde vão as nossas convicções individuais?
Já imaginaram em uma partida de futebol tipo Campeonato Brasileiro, um clássico entre Corinthians e Palmeiras, e o árbitro anular um pênalti favorável a um dos times e validar um outro totalmente irregular e ainda dar cartão vermelho pra quem ele quis dar? Isso já existe demais em outras esferas, principalmente dentro da República Federativa do Brasil.
Tenhamos em mente a Lei do Retorno: que tudo que a gente fizer daqui pra frente tem volta.
Logo... é necessário a gente parar e pensar no que a gente faz com a gente mesmo e com os outros. Só assim pra consciência não pesar.
Um beijo na alma e até a qualquer momento! :)
Leandro Passos
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